08/05/06

TERMINUS 1: ENTRE DOIS MUNDOS

ou
CHAMA-SE A ISTO ‘BATER NO CEGUINHO’

No dia da minha partida de Universidades Autónomas surgiu o boato de que um novo curso irá juntar-se ao rol de cursos já leccionados no Pólo da Boavista. (Reparem como consegui conjugar os termos ‘rol’ e ‘leccionados’ na mesma frase, o que, vistas bem as coisas, não é nada assim tão espectacular para eu me estar a gabar. Assim vocês vêem os pontos de interesse existentes na minha vida.) Desconheço se o rumor (ou boato, se preferirem) tem fundamento e isso é bom pois atesta que é um verdadeiro rumor. Para quem não sabe um verdadeiro rumor é aquele que nós não sabemos se é verdade ou não; por isso é que é um rumor. Se nós soubéssemos que um rumor é verdadeiro, já não seria rumor, seria um facto.
Após um parágrafo tão longo, vou escrever um bem mais curto, mas com muito menos interesse. E pronto, foi isto.
Em relação ao curso, lá está, é um rumor; pode ser verdade, pode não ser. O que dizem por aí é que irá começar um curso de Design. (Suponho eu que seja uma licenciatura) Portanto, coloca-se um problema que eu penso conseguir demonstrar plenamente recorrendo a um filme.
O filme, de seu título ‘No Man’s Land’, foi o vencedor dos Óscares de 2001 para Melhor Filme Estrangeiro, e passa-se na Guerra dos Balcãs. A história é simples e ideal para explicar o que talvez possa vir a acontecer no próximo ano lectivo no Pólo da Boavista. Eis o que acontece: um soldado sérvio e um soldado bósnio ficam encurralados numa trincheira – e agora vem a parte gira – mesmo no meio do campo de batalha. O filme é interessante e oferece uma perspectiva diferente, por vezes divertida, da guerra. E para comparação já chega.
Mas em que medida é que este exemplo se relaciona com o pessoal de Design?
Simples. Onde é que eles serão colocados?
Os materiais utilizados e as técnicas sugerem uma zona de maior confluência arquitectónica; os possíveis conceitos e a inserção num contexto profissional indicam mais um ambiente de forte conteúdo comunicacional. Por isso, em que é que ficamos?
Antes de responder à pergunta lançada no final do parágrafo anterior quero que saibam que eu podia escrever frases bem mais simples, mas não o faço porque tenho pretensões de erudito. (Embora eu acredite que não hajam muitos eruditos a conjugar vocábulos como ‘calendário’, ‘comichão’, ‘azia’, ‘zurrar’ e ‘olheiras’ numa única construção frásica.
Em suma, a ser verdadeira a vinda desta nova turpe, além da dúvida já referida da localização, surge mais uma: na semana das praxes quem vai praxar os caloiros de Design? Uma vez que ainda não existem veteranos, como é que se fará a sua integração no ambiente académico? Proponho que se faça assim:
1 – Dividem-se os caloiros em dois grupos (os que chegam a horas no primeiro dia de aulas e os que chegam quando lhes apetece)
2 – Os atinadinhos serão praxados pelos outros
3- Não tenho mais nada para dizer, mas achei bem escrever este terceiro ponto uma vez que não há duas sem três
A grande pergunta que se coloca é: há alguma vantagem neste novo curso?
Há. Ou, pelo menos, penso que há. Sendo um curso que toca em áreas comuns à Comunicação e à Arquitectura (ainda que, por vezes, de forma tosca ou pouco evidente) acredito que isso possa vir a ser um meio de encurtar as distâncias que separam estes dois grandes rivais boavisteiros.
Já aqui falei de como deveriam utilizar os conhecimentos de outros cursos sempre que isso fosse útil. Os exemplos foram dados no artigo anterior, por isso não os vou repetir. Desta feita, cabe acrescentar que a aproximação (a possível aproximação, isto é) será bastante mais forte e, por conseguinte, menos fraca.
E AGORA UM PEDIDO DE DESCULPAS:


PEDIDO DE DESCULPAS
Venho por este meio pedir desculpas a todos aqueles que acabaram de ler este artigo e tenham sentido que não foram alcançados os níveis adequados de riso, gargalhada ou galhofa alcançados no artigo anterior. (Espero bem que o artigo anterior tenha provocado riso, gargalhada, galhofa ou um simples esgar, caso contrário este pedido de desculpas torna-se desnecessário e ridículo.) Para me redimir, deixo-vos com uma última piada:

“Porque é que a galinha atravessou a estrada?”
Bom, antes de considerarmos uma resposta válida para esta questão, há que analisar toda uma série de contingências relacionadas com o habitat da dita ave. Acima de tudo, cabe a nós ponderar se uma eventual deslocação no espaço geográfico rodoviário, se além de viável, possui um motivo psicológico ou se se trata duma mera afirmação pessoal de independência, uma ânsia de libertação das amarras do aviário ou---- Merda!!! Porque é que eu não consigo escrever coisas simples?!

3 comentários:

Anónimo disse...

Design não é!!!!Eles que venham e vão ver de que é feita a comunidade dividida boavisteira...imaginam o benfica e o porto, então imaginam C.C. e arquitectura.
São muito bem vindos, possiveis aliados (os de design,claro)mas mantenham-se longe das trincheiras...
Isto deve ser tudo mentiras atroses deste rapaz que escreve estas coisas, coitadinho é tão mal formado como pessoa e como pessoa...LLOOLL T

Maria Papoila disse...

epah cmo tu sabes exas coisas tds e eu k ando la tds os dias nop?
n é justo...
relativamente aos provaveis, ou n, novos kompanheiros d edifico estes poderiam criar 1 ponte entre os 2 cursos... vamos acabar ca guerra fria da autonoma! olha tou c mt sono ja n digo nd d jeito...axim cmo tu, so k tu es smp axim! eheh *brinkadeirinha*

bjiis*

qyoka disse...

Ora design dizes tu...hummm, é tanga, dúvido!
Mas, pondo a hipótese de ser verdade, e quanto ao lugar que estes ocupariam, basta lembrarmo-nos de ciências da educação, que não tendo nada a ver com arquitectura, também não tiveram nada a ver com comunicação. Assim sendo, sinto-me tentada a dizer que se aparecer um curso de design, vai ficar tudo na mesma. Se nao forem os que já lá estão a mudar as coisas... já não existem libertadores!