15/05/06

TERMINUS 2: ARTIGO 2 EM 1


VERSÃO A: A MARCA PORTUGAL VS. OS D'ZERT NO ROCK IN RIO LISBOA
No seguimento do artigo anterior, trago-vos esta semana algo que se enquadra de certo modo no que foi discutido anteriormente. (Para os que conseguirem dissecar o significado intrínseco desta frase, não pensem que se trata de mais do mesmo.) A eventual implementação dum curso de Design fez-me pensar em alguns assuntos que muito têm sido discutidos na praça pública mas dos quais ninguém fala.
A propósito da Marca Portugal, têm sido feitas campanhas, tem-se investido algum dinheirito na criação e divulgação dum conceito que se resume ao chavão "O que é nacional é bom." É verdade, temos coisas boas. Uma coisa boa que temos – li há uns anos atrás, por isso não sei se a informação está actualizada – Portugal é o segundo país da União Europeia com maior índice de corrupção passiva. Podíamos ser o segundo país da União Europeia com maior índice de corrupção activa, mas isso implicaria a malta trabalhar. Acredito que esta informação possa estar desactualizada, uma vez que foi publicada antes da entrada dos últimos dez países. Ainda assim, é um sinal de orgulho.
Marca Portugal. Qualidade, prestígio, inovação.
É óptimo na teoria e ainda melhor na prática.
Portugal é um país óptimo para viver. E se for um cidadão não cumpridor da lei há toda uma série de vantagens que lhe serão auferidas.
1 – O pessoal do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) é mal pago; uma compensaçãozinha monetária extra é suficiente para que um processo de legalização seja concluído rapidamente sem que certos e determinados procedimentos sejam devidamente observados.
2 – Caso não queiram obter a legalização, podem ir para o Algarve onde o facto de falarem uma língua estrangeira é sinónimo de bons tratos, regalias e, em alguns casos, preços mais baixos.
3 – Caso se legalizem e naturalizem, podem ficar sujeitos à corrupção e ao suborno. Aqui temos o nosso melhor chamariz. Devido a um pequeno lapso inconstitucional, nós portugueses não podemos acusar ou julgar quem recebe o suborno, só quem faz.
A Marca Portugal deve ser difundida e defendida por todos. É necessário para que o nosso país evolua de forma visível e considerável. Porém, existe um reverso nisto tudo. Não posso estar aqui a falar de vantagens e ignorar certas acções que pouco ou nada contribuem, antes pelo contrário, para o chamado "desenvolvimento do objectivo traçado".
Em poucas palavras, falo da vinda dos D'Zert ao Rock in Rio Lisboa. Meus caros, se o objectivo é dar um bom nome a Portugal, não é assim que vamos conseguir.
Pensem bem: eu estou a dar o meu melhor, estou a divulgar pontos-chave para a nossa aceitação no estrangeiro e depois põem os D'Zert num Festival de música internacional (ou Festival internacional de música). Não se percebe.



VERSÃO B: SEM TEMA
Esta semana regressei por um dia a áreas boavisteiras. Foi um regresso temporário, com motivos inerentes de visita, que suscitou reacções várias – algumas de contentamento, outras de indignação, raiva e, em alguns casos, de aversão. Houve, inclusive, quem tivesse sentido alguma irritação cutânea, mas isso foi mais por falta de higiene pessoal, do que propriamente devido à minha presença. (Julgo eu.) No fundo, senti-me como se tivesse estado ausente durante duas semanas e tivesse voltado de visita. Provavelmente por ter sido isso que aconteceu.
Portanto, estive de volta. Não por nada ligado a essa palavra efémera que é a saudade, mas por outros motivos bem mais nobres, como arranjar matéria para escrever este artigo.
Tentei escrever qualquer coisa de manhã. Não consegui. Pensei "à tarde penso melhor". Estava errado.
São neste momento 15:00 e continuo sem inspiração para nada. E isto preocupa-me. Vocês que me conhecem e me admiram (os que não me admiram tomara que apanhem uma indisposição estomacal daquelas bem valentes) sabem que isto é grave. "O Joel está sem inspiração? Meu Deus, sinto os alicerces da minha fé a serem abalados por forças além da minha compreensão!"[1]
É mau isto acontecer a um rapaz que ainda só tem 26 anos. Contudo, apesar da minha idade, sou um rapaz prevenido e como tal preveni-me para uma eventualidade destas. As próximas frases que se seguem poderão chocar algumas pessoas e vocês também pelas referências óbvias a sexo e violência. Chamo a atenção para esse facto, colocando as frases em questão em negrito.
Há quem goste de sexo brutal e violento e de ver filmes com montes de mortos e sangue e corpos esventrados e cabeças decepados e sexo com animais e sangue, muito sangue e há pessoas ainda mais doentes que acham que "O Crime" é um bom jornal de café. E agora uma referência ainda mais óbvia a sexo e violência: sexo e violência.
Chega de sexo e violência por agora. (Oh… dizem vocês)
Pronto. Só mais um bocadinho.
Sexo e violência.
Sexo e violência.
Sexo e violência.
Sexo e violência.
Sexo e violência.
Sexo e violência.
Agora já chega. Vamos passar a uma fase mais calma. Para os que me perguntaram "O que fazes agora?", "Onde é que andas agora?", "O que é que andas a fazer agora?" ou outras perguntas cujo significado se resume a uma curiosidade interessada ou interesseira acerca dos meus actuais afazeres e o local onde esses mesmos afazeres continuam a ser exercidos. Esta é a oportunidade de saberem duma vez por todas o que é que eu ando a fazer.
Tráfico de mulheres. Só mulheres, drogas não é comigo. E não é difícil traficar mulheres. É preciso ter atenção ao mercado e às estações do ano mas, fora isso, não é difícil. Brasileiras no Inverno e eslavas no Verão. Não tem nada que saber.
Um conselho que me deram e que eu vou partilhar com quem estiver no ramo ou pensa entrar no ramo: nunca, mas mesmo nunca, a sério, encomendar mulheres do leste fora da época quente. Além de não ter quase saída nenhuma, a mercadoria fica depois no armazém empatada a ganhar pó.
Isto que eu tou a dizer, pode parecer chocante para alguns de vocês (para os outros admito que possa mesmo ser), mas é verdade. Eu próprio tenho dificuldades em acreditar. Mas, não há como o negar. Mulheres do leste só vendem no Verão.
Outra actividade à qual eu me tenho dedicado de vez em quando é o embalsamamento de animais. É chato porque como não tenho um carro ou uma moto para atropelar os animais, tenho de utilizar um bastão e agredi-los na cabeça. Isto pode parecer uma piada de mau gosto, mas garanto que eles têm uma morte rápida. E os que não têm é apenas por uma questão de segundos. Além disso, mesmo que tivesse um carro ou uma moto, como condutor sou uma porcaria e o mais certo era eles acabarem feitos em merda.
Outra coisa que descobri. Pensavam que vinham cá e não aprendiam nada? E não são só coisas más. Descobri que atirar senhoras idosas, as chamada velhinhas, dum 10º andar pode causar algumas complicações no trânsito.
Estamos sempre a aprender, não é verdade?
Menos mal; há pessoal que não aprende nunca. Há gente muito burra por aí.

[1] Adorava que alguém pensasse isto e o dissesse publicamente. Enaltecer-me-ia o ego.

3 comentários:

mariana disse...

Pá... confesso que ao princípio te achei uma pessoa estranha..e és!!!
Mas uma BOA pessoa estranha, tenho que confessar!Uma pessoa que mete em prática todas as coisas que eu penso que podem mudar o dia de uma pessoa...boa (eu sou a mente e tu o executor)!

es um fixe :D

continua assim e que a tua vida seja sempre...diferente!*

PS: a minha webpage..ou onde faço depóstivo fotográfico da minha vida, é um bocado narcisista, mas convido-te a conhecê-lo :D

MissFriky disse...

Velhinhas atiradas d um 10º andar causa problemas no transito?!? tens a certeza Joel? Mm a certeza?
kestiona-t!!!

bjooos

qyoka disse...

Joel esquece as mulheres, o tráfico de droga é que dá dinheiro!
E assim, juntas o útil ao agradável. Contratas um dos mafiosos com quem negoceias para limpar os D'ZERT do caminho.E logo chegaremos ao TOP dos países com melhor nome - PORTUGAL, PORTUGAL!