14/06/06

TERMINUS 7: A MARCA DA BESTA

Na passada terça-feira, dia 6 de Junho, um pouco por toda a parte comemorou-se a capicua mais aguardada dos últimos dez anos: o dia da besta. Alguns de vocês acredito que tenham dedicado este dia a amaldiçoar vizinhos, patrões, professores ou qualquer outra figura autoritária de resto respeitada (ou tolerada) nos restantes dias do ano; outros, menos mentalmente sãos, acenderam velas, sacrificaram galinhas e fizeram rezas demoníacas para receber o Anticristo.
Lembro-me bem como foi há dez anos atrás. Toda a gente em tumulto. Uns pais a rezarem para que os seus filhos não nascessem naquele dia fatídico; outros a fazerem figas justamente para que os seus rebentos fossem seleccionados pelo Senhor das Trevas.
É no espírito de agradar a todos esses de capacidades mentais mais reduzidas que decidi escrever este artigo. Para isso e também para vos mostrar duas curiosidades sobre o número 666. Ambas exigem uma percentagem de atenção superior a 20%. (Monárquicos, novos democratas e malta assim mais popular, atenção à DICA[1])
A primeira curiosidade requer a consulta dos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias do tal dia 6 do 6 do 6. Ambos pertencem ao mesmo grupo editorial, e o facto de ser Joaquim Oliveira o proprietário desse grupo já é caso para pensarmos que algo não está bem. Se juntarmos a isso o facto do 24 Horas fazer parte do mesmo rol, aí a coisa atinge níveis extremos. Mas deixemos o sensacionalismo de lado.
Ora bem, o exercício que vos proponho é o seguinte: peguem no Jornal de Notícias desse dia e contem todas as notícias com o algarismo 6 no título (sem contar com a capa) até somarem 666. Se fizerem bem a sequência registada será: 60; 3,6 e 60. Esta última parcela surge numa notícia de fundo de página sobre o Ministério da Educação. Agora cliquem no link http://dn.sapo.pt/2006/06/06/cartoons/bandeira.jpg e vejam o cartoon publicado pelo Diário de Notícias nesse dia.
Curioso, não é? Mas não ficam por aí as coincidências.
Os chamados adoradores de Satã não são propriamente pessoas instruídas. Muitos aderem a semelhantes práticas por moda, influência ou simples estupidez. Há, porém, alguns mais informados que sabem como é que o número 666 se verifica nos tempos modernos. O número vem na Bíblia, isso é dado garantido, mas como é que se passa da Bíblia para a realidade? (Esta questão é mais profunda do que parece.)
A resposta é: através do cálculo numerológico.
Mas antes disso, uma dúvida pertinente. O indicativo 555 é um número fictício usado nos filmes e séries americanos quase desde sempre. Não será o 666 algo do género? Sinto-me à vontade de lançar semelhantes questões a partir do momento em que um ex-jornalista do 24 Horas e do Tal e Qual (que não irei revelar como sendo Frederico Duarte Carvalho) publica um livro (A Mensagem Brown) em que afirma que há um código secreto (mais um) n’ O Código da Vinci que revela que o Santo Graal está escondido em Portugal. Um pormenor que até tem a sua relevância: o jornalista em questão descobriu isto tudo porque, aparentemente, quem traduziu a obra de Dan Brown trocou ‘Atlântico’ por ‘Mediterrâneo’. Vá lá não ter trocado ‘Mediterrâneo’ por ‘Mar Adriático’ ou ‘Mar de Bering’. Imaginem lá por onde é que os Templários não terão andado. A seu tempo farei uma análise mais aprofundada a esta matéria.
Por ora, regressemos à numerologia e ao dia 6 do 6 do 6.
1 2 3 4 5 6 7 8 9
A B C D E F G H I
J K L M N O P Q R
S T U V W X Y Z
Eis como a coisa funciona. Pegam-se em nomes de pessoas, de locais, datas, etc. e depois usa-se uma fórmula super ultra secreta (que eu não vou revelar porque não me apetece). Cada letra é trocada pelo número correspondente e depois soma-se tudo até ficarmos apenas com um algarismo.
Na madrugada do dia 6 começou um incêndio em Viana do Castelo que foi circunscrito passadas poucas horas. Arderam seis hectares.
Agora vem a parte gira:
V+I+A+N+A+D+O+C+A+S+T+E+L+O
4+9+1+5+1+4+6+3+1+1+2+5+3+6 = 51
5+1 = 6
Ou seja
Local: 6
Data: 6
Área ardida: 6
Por agora estarão a pensar ‘Mas ó Joel tu que até aparentavas ser um rapaz nada dado a essas coisas que foi que te aconteceu para estares a perder tempo com isso?’ A minha resposta é óbvia:

[1] Falo do jornal distribuído gratuitamente pelo LIDL. Longe de mim querer ofender pessoas que tanto fizeram pelo país durante o Estado Novo.

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