22/10/06

TERMINUS 19: O REGRESSO DO SUPER-MÁRIO

Mário Augusto está de volta aos ecrãs. Aos ecrãs, aos posters, aos cartazes. Sinceramente, não me lembro do genérico antigo do ’35 mm’, mas porra! O homem ‘tá assim um bocado a puxar ao egocêntrico. Agora deu-lhe em pôr a cara em tudo quanto é capa de filme. Não lhe bastava assassinar a língua de quem entrevista em fundo azul; ainda tem de estragar as capas.
É só por isso que esta ideia das capas me revolta. Se ele soubesse falar inglês como deve ser ou, pelo menos, como um aluno do sexto ano, aí tudo bem. Mas não. Tanto tempo nos Estados Unidos; conhece tanta gente e no fim é o que se vê. Até o Lauro Dérmio falava melhor inglês que o Mário. Sim, era uma personagem fictícia, era no gozo, mas pelo menos aí era de propósito e nós ríamos-nos; com o Mário, o caso é mais para chorar. Até um mudo fala melhor inglês que ele.
E há quem diga que o Mário não entrevista os seus convidados pessoalmente. Que o Mário está num sítio, o convidado noutro e é tudo editado em pós-produção. Quanto a isso não sei. É verdade que raramente fazem um plano conjunto a não ser quando se cumprimentam e mesmo aí fica a dúvida. Basta que nos lembremos do ‘Forrest Gump’ e daquela cena em que o Tom Hanks aperta a mão ao Kennedy para que a suspeita fique atiçada.
Pessoalmente, não me faz qualquer diferença se os convidados estão lá ou se estão na lua ou onde quer que seja. Para ser sincero, prefiro que não estejam. Vejam a coisa assim: até agora só há suspeitas; sinal de que a equipa técnica está a trabalhar bem. E depois há outra; o programa já vai com alguns anos. Se os convidados fossem todos entrevistados pelo Marinho, o programa tinha ficado pelo piloto.
E daí não sei. Afinal de contas, eles são pagos por entrevista. E são actores. De certeza que conseguem manter um ar mais sério enquanto falam com o Mário. Eu acho que não seria capaz. Mas também não sou actor.
Para terminar aqui ficam duas sugestões. Primeiro, um substituto para o lugar do Mário, caso lhe aconteça alguma (esperemos que não): o Donaltim. É da SIC e, apesar de andar sempre com uma mão enfiada no rabo, suspeito que fale melhor inglês que ele.
Segundo – e esta é mais delicada –, tornar o ‘35 mm’ mais popular fazendo uma versão porno. O título seria ‘35 cm’. Mas aí não poderia ser o Mário a apresentar. Teria de ser o Jamal. E poderiam continuar com a cena das fotomontagens. Só que desta vez seria o Jamal a assumir o lugar principal. Mas como a tecnologia é boa; talvez se conseguisse encaixar o Mário nalgum pixel. Antes isso que encaixar um pequeno pixel nele.
Apaga! Apaga! Ai o que eu fui dizer…

TERMINUS 18: PELO BEM DAS NOSSAS CRIANÇAS

A SIC portou-se mal. Foi uma menina feia. E por isso a nova madrasta da comunicação social portuguesa, a Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) decidiu pô-la de castigo.
Isto assim, explicado em linguagem de retardado, até é fácil de perceber. Mas, mesmo que eu recorresse a alguns dos termos usados no relatório da ERC como “Os valores para que remetem as imagens são degradantes e, não menos importante, arcaicos face às preocupações e ideais geralmente identificados com os da juventude” a coisa continuaria a ser mais ou menos fácil de entender.
A razão por trás deste processo imposto à SIC tem a ver com a sexonovela ‘Jura’. Em concreto, com spots autopromocionais que a SIC terá exibido[1] da referida sexonovela em horário impróprio. Ao que parece não se pode fazer publicidade a programas de índole sexual à hora em que as criancinhas estão em casa a ver a ‘Floribela’.
Devo dizer que a decisão da ERC me fez (e continua a fazer) confusão. Por um lado, conheço mais ou menos o Código pelo qual a ERC se rege e tenho quase a certeza que agiu bem. Por outro lado, posso dizer que agiu tardiamente e sobre a arraia miúda, por assim dizer. Sim, a SIC fez alusões a conteúdos sexuais em horário impróprio. Foi punida por isso. Certo. Mas não fizeram nada em relação à ‘Floribela’.
Se nunca fizeram a comparação, não se preocupem. Eu faço-vos a papinha toda. Ora vejam. ‘Jura’ é uma telenovela sexual feita para adultos. Por acaso passaram uns spots a horas más. Agora vou falar-vos da ‘Floribela’.
A Floribela é uma telenovela infantil. E vejam que boa influência é para as nossas crianças.
Ela fala com fadas, tem os olhos sempre brilhantes e tem ataques de fúria quando o seu príncipe não admite os seus sentimentos. E as crianças gostam disto. Elas gostam duma jovem esquizofrénica, com tendências bipolares que, ainda por cima, é militante do PPM. E não se esqueçam dos olhos brilhantes. O que é que ela toma?
Sem dúvida não é um exemplo que eu gostaria de partilhar um dia com os meus filhos. “Filho, não chateies o pai. Vai ver a ‘Floribela’.” Nunca. Pode me chatear o tempo que quiser.
E depois temos as músicas e os spots. Os spots do ‘Jura’ são nefastos para a mente das nossas crianças? Desviantes? Atenção à letra do spot da ‘Floribela’: “para a frente e para trás / para cima e para baixo” e logo a seguir, com um sorrisinho maroto, “prontos para mais uma?”
A ‘Floribela’ é vista por crianças e pré-adolescentes recém-iniciados em práticas de auto-satisfação. Mas não é preciso ver a ‘Floribela’ para ver um spot sem querer. Os ‘iniciados’ vêem o spot, acompanham a letra a pulso e perante a questão “Prontos para mais uma” eles são capazes de corresponder em tempo recorde. Ora, isto faz inveja aos mais crescidos. Alguns para dar uma precisam de tomar um comprimido, quanto mais dar duas.
Se isto não for crueldade da SIC, é desleixo da ERC.

[1] Se são autopromocionais, não deveriam ser feitos pela própria sexonovela?

21/10/06

TERMINUS 17: PRAXIS REGRESSUM

OU UM ARTIGO ESTÚPIDO COM UM TÍTULO UM TÍTULO AINDA MAIS ESTÚPIDO E INCORRECTO DO PONTO DE VISTA LINGUÍSTICO

Voltei à Boavista no dia 16 deste mês de Outubro. Desta vez, ao contrário da anterior, foi uma visita oficial; embora, oficiosamente, as aulas ainda não tenham começado. No papel já começaram; acontece que a primeira semana de aulas coincide com a semana de praxes. E é disso que vos vou falar.
Acho inadmissível que só se possam praxar os alunos do primeiro ano. As praxes têm como intuito nobre integrar novos membros em grupos já formados. É por isso que eu acredito que as praxes devem ser aplicadas também a professores ou formados recém-chegados à casa.
Querem melhor símbolo de integração no espírito académico/profissional que verem dois professores enrolados em papel higiénico a correrem dum lado para o outro à procura de pauzinhos de giz verde? Que é difícil de encontrar, caso não saibam.
Imagino um novo porteiro na Boavista e o senhor Felgueiras a dizer-lhe: “Agora põe-te de joelhos em cima do balcão e canta. Vá, Fifi! Canta, porra!”
Confesso que nunca vi o Felgueiras (deixei o ‘senhor’ de parte) a ter ataques de fúria mas, como ser humano que é, não está livre disso.
Vi os novos alunos (os de Ciências da Comunicação, porque o pessoal de Arquitectura não se mete nisso; já explico porquê), observei-os a comer, a beber, a cantar, a saltar, etc. Não conhecia nenhum.
Em alguns casos, fiquei triste por isso. É que eu gosto de conhecer pessoas. Por outro lado, com as figuras que foram obrigados a fazer – onde é que desencantaram o GI Joe, já agora? – fiquei contente por nenhum dos novos alunos me conhecer (nem mesmo de vista). Era o que me faltava era alguém num oleado branco, cheio de vernizes e brilhantes, virar-se para mim e dizer para todos ouvirem “Eh! Eu conheço-te! És o Joel!” A minha imagem – digam que não estou a pensar alto; eu tenho imagem, certo? – iria ser bastante afectada por isso.
Ao mesmo tempo que se utilizava uma sala para propósitos nobres como pôr pessoas em poses ridículas a dizer frases de índole sexual com a desculpa da integração, não muito longe dali, outro grupo de caloiros tomava contacto com a realidade que irão conhecer nos próximos quatro anos.
No primeiro artigo publicado neste blogue, falei do Muro de Berlim. Os veteranos sabem do que eu estou a falar; assistiram à sua criação (alguns participaram nela). Pelo bem e pelo mal, os caloiros devem ser informados disso. Ora, ao que consta, a área para lá do Muro de Berlim está em obras.
Quanto a mim, é por isso que as praxes de Ciências da Comunicação deste ano não chegaram aos pés das praxes de Arquitectura. Vejam a comparação: os alunos de Ciências da Comunicação cantam, dançam, comem alho, brincam com vibradores e não têm aulas; os de Arquitectura têm aulas e, da maneira que as salas deles estão, quase que são obrigados a construir as suas próprias salas.
É como eu costumo dizer: não há melhor integração do que aquela que nos põe dentro dos eventos.
Sejam bem-vindos de novo. O Joel saúda-vos.

20/10/06

TERMINUS 16: SOBRE CRÍTICA PUBLICADA


Caro visitante, se chegou aqui através duma crítica publicada na edição número 137 da revista Exame Informática, não pense que lhe vou dar os parabéns por isso. Bem pelo contrário. Estou até muito desiludido consigo. Já tenho este blogue há mais de seis meses e foi preciso uma revista com uma tiragem média de 55 000 exemplares falar dele para ir logo a correr para o computador mais próximo e visitar um blogue cujos textos têm um "tom informal mas inteligente"? E para quê? Para agora estar a ouvi-las. Pois é. A pressa o que dá é nisto. Mas não desespere. Não veio aqui em vão. Nada disso.
Apesar de não satisfeito com a forma como veio aqui parar, dou-lhe as boas vindas. Aproveito também para divulgar um dado importante — os senhores da revista esqueceram-se desta; mais cuidado para a próxima — e que tem a ver com o seguinte: o meu blogue é o blogue chamado PROTUBERÂNCIA mais visto do mundo. Asseguro-lhe. Pode verificar onde quiser. Não vai encontrar outro blogue chamado PROTUBERÂNCIA mais visto que o meu.
Ora, isto, parecendo que não, confere algum prestígio e obriga-me a algum rigor e responsabilidade. Agora já não posso escrever “merda por tudo e por nada”.
(Eu disse que não podia escrever. É um visitante novo que está a ler isto. Cala-te lá, voz estúpida na minha cabeça.)
Para comprovar a qualidade deste blogue deixo-vos com algumas opiniões:
Tá insonsa.”
Jovem marido para jovem mulher após a primeira tentativa desta de fazer sopa

Hmmm... Cremoso.”
Pituxa para o seu amigo Zé Anão depois deste lhe oferecer um Mini-milk[1]

(...) dum enredo que peca pela parca exploração (...) [dos] sentimentos dos personagens.”
Crítico sem carisma e sem gel de duche

[1] Não sejam perversos. Pensaram logo que estava a fazer publicidade.

15/10/06

PICTORE 2: PROTUBERÂNCIA DENTÁRIA

TERMINUS 15: CONTRA A VIOLÊNCIA CONTRA


Não há muito tempo testemunhei um caso óbvio de violência perpetrada sobre uma criança. (Optei por escrever ‘criança’ em vez de ‘menor’ como é hábito, não fossem vocês pensar que eu me estava a referir a um anão.) Para os que não ficaram em choque por eu saber conjugar e aplicar correctamente o verbo ‘perpetrar’, eu continuo.
A violência sobre crianças é um assunto sobre o qual eu não me costumo debruçar muito, mas a situação foi de tal modo horrenda que achei obrigatório relatá-la.
Tudo aconteceu num autocarro – por razões de ética e consciência, não divulgarei o nome da empresa – onde viajavam uma criança (a vítima), os pais (agressores), uma amiga dos pais (cúmplice) e uma vintena de passageiros (testemunhas). A criança não devia ter mais dum ano, se tanto, e os pais, insensíveis ou irresponsáveis ou imaturos, submetiam a criança a ritmos alienistas: kizomba. Os pais eram jovens, mas isso não era desculpa. Que tenham mau gosto para gostar de kizomba é uma coisa. Obrigar o filho a ouvir é outra completamente diferente.
Se tivesse bateria no telemóvel tinha ligado para a TVI. Infelizmente, tal não era o caso e vi-me obrigado a suportar aquela música própria de ante-câmara de tortura. Com uma diferença relevante: eu possuo filtros, ou seja consigo pensar noutras coisas e abstrair-me; a criança não. Os pais não a deixavam. Tanto não que tinham o telemóvel donde ouviam a, passo a expressão, música praticamente colado à orelha da criança. Capaz de ela ficar lesada irreversivelmente como os pais. Isto é ainda mais grave se considerarmos que os genes são hereditários, ou seja, mesmo sem kizomba, não se avizinha um futuro risonho, academicamente falando, para esta criança. E daí, posso estar enganado. Pode sempre vir a ser artista de kizomba ou autor de textos como este que estão a ler (Eu gosto de me auto-criticar de forma negativa e ofensiva; assim os outros não o fazem porque, e cito, “já não tem tanta piada”.)
E não é que não goste de kizomba, nada disso. Não é não gostar, é detestar mesmo.
Já me têm perguntado porque é que não gosto de música africana. E eu não sei o que responder. Porque é que eu não gosto de música africana? Vamos por partes.
Primeiro que tudo, kizomba e kuduro estão para África, como o pimba está para Portugal.
Segundo, o que é música africana? África não é um país, são vários. Não existe música africana, existem músicas de países africanos. Não dizemos música europeia. Não existe música europeia, logo não existe música africana.
Peço desculpa se no parágrafo anterior fui demasiado repetitivo. Por instantes temi que pudesse estar a ser lido por alguém que goste de música africana. Um recado se tiver sido esse o caso:

TERMINUS 14: O OSAMA MORREU?

Estou de luto. E não é para menos. Dizem que o Osama morreu. E agora? Quem é que nós vamos culpar pelos problemas do mundo? Quem é que vamos usar como bode expiatório para o aumento do preço dos combustíveis? Da instabilidade mundial? Para invadir países?
O mundo mudou quando o Osama se tornou conhecido. Disso não há dúvidas. Excepto uma. Que mudanças virão com o seu desaparecimento?
Por favor, não entendam esta pergunta como irónica ou sarcástica. Isto é muito sério. A culpa é algo muito importante e ter alguém para culpar é essencial. Quando não há ninguém culpado ou suspeito, hão-de reparar nisto, não se fala de certos assuntos. São atirados para a sombra, restos de notícia, de rodapé. De vez em quando saem alguns bocaditos cá para fora e ficamos a pensar de novo no assunto e esquecemo-nos do que é realmente importante.
O mundo seria bem diferente sem certas pessoas, mas não as podemos remover a todas. E mesmo que o fizéssemos, a sua marca ficaria; pelo bem ou pelo mal. Depende do interesse.
Costuma-se que é bom manter os amigos por perto e os inimigos ainda mais perto. No actual esquema da ordem mundial podemos ver aplicações claras desse lema. Os inimigos de ontem serão os amigos de amanhã e vice-versa. Não há como fugir a isso.
O Osama morreu? E depois? Era um homem mau? Digo que – sem querer soar maniqueísta – era. Mas digo também que não era o mais mau. O Osama foi ou é fruto daqueles que o criaram. Quem semeia ventos, colhe tempestades; não é o que se diz? E o mundo colheu uma bem forte. Ainda sentimos o seu vento. Talvez ele nunca desapareça. O vento, digo. Quase de certeza vai-se acalmar por uns tempos e surgir com nova força. Com outra cara como protagonista. É preciso renovar. O velho não vende, venha o novo.
Faço aqui o meu pedido. Em nome da estabilidade. Se alguém tem de o fazer que esse alguém seja eu. Quero um novo terrorista mundial.
(Mas de preferência alguém que não tenha a mania de falar com o indicador em riste estilo professor do tempo do Salazar. O mundo ocidental levá-lo-á muito mais a sério se não fizer figuras dessas.)

02/10/06

TERMINUS 13: FILMES ONLINE

Circula por aí um filme chamado “A Curva”. Quem anda pelo Youtube ou por outros sites provavelmente já o viu. A história do filme, baseada em eventos ocorridos na estrada de Sintra em 86, é praticamente obscurecida perante a troca de opiniões gerada pelos internautas. Há quem acredite, há quem duvide, há quem elogie, há quem critique. Há de tudo para todos. Mas o que é importante realçar é isto: um filme português “amador” está a ter mais público do que qualquer outro filme português feito à custa de subsídios pagos pelos contribuintes. Dói um bocado.
Graças à Internet temos acesso a muita coisa. Só cabe a nós escolher. Bom ou mau, a escolha é nossa. É um meio de divulgação excelente. Em Portugal temos agora “A Curva” e talvez outros. Dos EUA veio o “Snakes On A Plane” (“Serpentes a bordo”) com o “pastor” L. Jackson, um filme que ainda antes de estar concluído já era filme de culto. Aliás, se tomarmos em consideração que certas partes do filme foram baseadas em sugestões dadas pelos fãs, percebemos que a Internet não só é boa para divulgar como também para adquirir sugestões.
É um exemplo a seguir por nós, portugueses. Uma lição para muitos intelectuais. Temos pessoas capazes de fazer filmes capazes de atrair público. Está mais que visto. E a referência aos intelectuais não é negativa. Eu gosto dos intelectuais. Gosto dos seus hábitos, dos seus cantares e trajes populares. Eu gosto de cinema artístico. A única coisa que não suporto no reportório nacional é só ter ao meu dispor filmes que é preciso ter um doutoramento em Belas Artes para os compreender ou então filmes que é preciso ser mentalmente descompensado para os suportar. Quero uma alternativa, um meio-termo. Com as vantagens que a Internet aufere, é preciso sermos para não aproveitarmos isso.
Por outro lado, há certas complicações que podem surgir de utilizar a Internet como meio de divulgação de vídeos, sejam eles profissionais ou amadores. Vejam, por exemplo, a Al-Qaeda. Se não fossem aqueles vídeos que surgem sempre que os Estados Unidos vão a eleições ou quando há uma crise qualquer interna, em que aparece um senhor a anunciar ataques que nunca chegam a acontecer, o mundo seria diferente. Talvez. Talvez para pior. Mas pelo menos teríamos por onde escolher.