02/10/06

TERMINUS 13: FILMES ONLINE

Circula por aí um filme chamado “A Curva”. Quem anda pelo Youtube ou por outros sites provavelmente já o viu. A história do filme, baseada em eventos ocorridos na estrada de Sintra em 86, é praticamente obscurecida perante a troca de opiniões gerada pelos internautas. Há quem acredite, há quem duvide, há quem elogie, há quem critique. Há de tudo para todos. Mas o que é importante realçar é isto: um filme português “amador” está a ter mais público do que qualquer outro filme português feito à custa de subsídios pagos pelos contribuintes. Dói um bocado.
Graças à Internet temos acesso a muita coisa. Só cabe a nós escolher. Bom ou mau, a escolha é nossa. É um meio de divulgação excelente. Em Portugal temos agora “A Curva” e talvez outros. Dos EUA veio o “Snakes On A Plane” (“Serpentes a bordo”) com o “pastor” L. Jackson, um filme que ainda antes de estar concluído já era filme de culto. Aliás, se tomarmos em consideração que certas partes do filme foram baseadas em sugestões dadas pelos fãs, percebemos que a Internet não só é boa para divulgar como também para adquirir sugestões.
É um exemplo a seguir por nós, portugueses. Uma lição para muitos intelectuais. Temos pessoas capazes de fazer filmes capazes de atrair público. Está mais que visto. E a referência aos intelectuais não é negativa. Eu gosto dos intelectuais. Gosto dos seus hábitos, dos seus cantares e trajes populares. Eu gosto de cinema artístico. A única coisa que não suporto no reportório nacional é só ter ao meu dispor filmes que é preciso ter um doutoramento em Belas Artes para os compreender ou então filmes que é preciso ser mentalmente descompensado para os suportar. Quero uma alternativa, um meio-termo. Com as vantagens que a Internet aufere, é preciso sermos para não aproveitarmos isso.
Por outro lado, há certas complicações que podem surgir de utilizar a Internet como meio de divulgação de vídeos, sejam eles profissionais ou amadores. Vejam, por exemplo, a Al-Qaeda. Se não fossem aqueles vídeos que surgem sempre que os Estados Unidos vão a eleições ou quando há uma crise qualquer interna, em que aparece um senhor a anunciar ataques que nunca chegam a acontecer, o mundo seria diferente. Talvez. Talvez para pior. Mas pelo menos teríamos por onde escolher.

1 comentário:

Maria Papoila disse...

Por acaso desconheco "A curva"... nop n a vi lol!!
Agr fikei curiosa... tens k m mandar o link e cumprir as tuas promessas lololol...continuo a xpera d ver akilo td comentado lololololol és mm doido!
bjiis sr das fotocopias e futuro sr dos filmes da moita =)