28/12/06

TERMINUS 25: AS CASUALIDADES DA GUERRA


Dei por mim a pensar no seguinte: a TVI começou a guerra com os ‘Morangos com Açúcar’, a SIC respondeu com a ‘Floribela’; a TVI contra-atacou então com a ‘Doce Fugitiva’.
O meu receio, como decerto devem estar a pensar é óbvio: o que é que a SIC vai inventar a seguir?
Pior que isso!
Em caso de resposta à altura, o que é que a TVI vai retirar da sua Caixinha de Programinhos Mágicos?
Ainda não vi a ‘Doce Fugitiva’, por isso não vou tecer aqui quaisquer elogios. Objectivamente falando, prefiro dizer que não presta. É mais seguro, honesto e possível de ser verdadeiro. Subjectivamente falando, julgo que não irei gostar. Mas não dou certezas quanto a isso.
Posso, porém, falar sobre os ‘Morangos com Açúcar’ e a ‘Floribela’. Posso, mas não vou. Porque não me apetece. É uma questão de humores. Os humores vêm do estômago e o meu fica mal-humorado quando penso ou falo sobre estes assuntos.
A questão essencial – não imaginam o quanto eu esperei por poder introduzir a questão essencial num artigo meu – ainda está por ser respondida. Temo até que ainda não tenha sido sequer formulada.
Quem é que assiste aos danos causados por esta guerra? Quem é que cuida das vítimas?
Pais, filhos, adultos, crianças, adolescentes, idosos. Todos sem excepção são deixados ao abandono pela implacável crueldade da guerra das audiências. Enganam-se aqueles que dizem que isto é servir o público. Errado. Trata-se apenas de mantê-lo servido. E mal.
Já falei dos efeitos da ‘Floribela’ e dos ‘Morangos com Açúcar’. Agora decido levar a batalha para outro campo. Os pais dos directores da SIC e da TVI deixam os filhos verem os produtos infantis que eles exibem?
O Francisco Penim tem filhos? Se sim e se ele (ou ela) gostarem de ver a ‘Floribela’, com que cara é que ele (o pai) pode dizer “Vai trabalhar mandrião!’ se o filho for telespectador assíduo da ‘Floribela; cujo lema, recordo, é: ‘rica em sonhos e pobre em ouro’. É um pouco como um incentivo à preguiça e à anarquia. (Aquelas roupas nunca me enganaram, confesso.) Nenhum pai quer isso.
Um pequeno reparo, se mo permitem, esta situação com o Francisco Penim foi toda ela fictícia. Chamo a vossa atenção para isso. Para isso e pasra o facto de que, caso Penim tenha mesmo um filho, provavelmente ele não estará ainda em idade legal para trabalhar. Um ponto a meu ver. Preocupo-me com a integridade física e social das crianças. Só falta outros começarem a preocupar-se com a sua integridade psicológica e mental para que as coisas comecem a entrar nos eixos.
Por agora fico por aqui. Sei que muita coisa ficou por dizer, mas voltarei a este assunto um dia destes.

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