04/12/07

TERMINUS 51: COISAS DO MUNDO


Processos contra Deus
Billy Connolly interpretou a primeira pessoa a interpor uma acção judicial contra Deus (geeks do IMDB corrijam-me se estiver enganado, s.f.f.).

À ficção seguiu-se a realidade.
Primeiro foi um senador americano, depois foi um recluso romeno. Há melhor bode expiatório que um fulano capaz de fazer tudo e que ninguém sabe onde está para prender? Genial, é o mínimo que se pode dizer.

Lifting animal
José Castelo Branco quer fazer um lifting ao seu cão. De alguém que não respeita a sua própria natureza, o que seria de esperar?

Índia vs. EUA
Na Índia, um homem casou-se com uma cadela e um miúdo de 10 anos fala onze línguas.
Nos Estados Unidos, um homem comeu 103 hamburgers em oito minutos e um ministro britânico de origem islâmica foi detido no aeroporto pelo Departamento de Defesa por suspeitas de terrorismo após ter tido várias reuniões sobre terrorismo com esse mesmo departamento.

Coragem vs. Violência
Um miúdo brasileiro de cinco anos deixou-se levar pela fantasia de ser o Homem-Aranha e arriscou a sua vida para salvar um bebé de um prédio em chamas.
No Reino Unido, uma ama asfixiou com uma almofada o bebé que estava à sua responsabilidade.
CONCLUSÃO:
De vez em quando tenho de trazer estas coisas para nos lembrarmos que o mundo não é só humor. Também há estupidez e coisas lamentáveis.

TERMINUS 50: TOCA A GANHAR QUANDO O TELEFONE TOCA


Liliana Aguiar, Patrícia Henrique e Vanessa Palma; a primeira na TVI, as outras duas na SIC. São estes os nomes que devemos dar às moças que todas as madrugadas tornam mais agradáveis as noites de muitos homens com insónias ou com horários de trabalho trocados. Umas com ar mais inteligente que outras, é certo, mas se tirarmos o som do televisor o nível de sapiência fica ela por ela.
Embora saiba que há um gajo no programa da SIC, estou só a falar das gajas porque há nessa figura masculina muita coisa que não se percebe. Eu entendo que o objectivo do programa é manter as pessoas acordadas de madrugada. Se é para isso podiam fazer como eu fazia quando era imaturo e pouco ciente dos meus actos e irem tocar às campainhas das portas às tantas da noite. Dois toques, um dedo para campainha e ‘tá feito. Faziam mais exercício e chegavam a mais gente. Mais importante: mostravam determinação e empenho.
De qualquer modo deixei-me disso. Até porque esta semana as noites já começaram a ficar mais frias. Em vez disso, decidi optar por usar o telefone. É claro que hoje em dia há mais gente com telemóvel do que com telefone e que muitos desligam o telemóvel durante a noite. Porém, com um pouco de paciência e persistência ainda se consegue incomodar e acordar algumas pessoas.
Desviei-me do assunto (e sou capaz de me ter denunciado sem querer). Peço desculpa. Manter o pessoal acordado é o objectivo. Porque já se sabe que àquela hora, a tentar combater o sono, o pessoal papa tudo. Principalmente se forem gajas boas a vender o produto.
Então, pergunto, porquê o… Quimbé?
Notem, eu aceito e compreendo que as mulheres também tenham direito à sua cota parte de acção. Tudo bem. Aceito isso sem reservas. Só que, falando de nomes mais conhecidos, nós estamos a ver uma Diana Chaves, ou uma Marisa Cruz e elas estão a ver um sujeito que faz o Batatinha parecer um professor catedrático.
Quimbé! Será diminutivo de Joaquim Barnabé? Que raio de nome é esse? Castigo? É para manter o pessoal acordado? É? Consegue? À custa de buzinas e campainhas e caretas parvas, lá se vai safando.
E lá vai convencendo algumas pessoas, que ou partilham do seu nível mental ou se compadecem com ele, a ligar para lá. No meu caso liguei duas vezes, mas foi para o Miguel Bombarda e para o Júlio de Matos a pedir que fizessem uma contagem dos pacientes. Pensei que ele pudesse estar internado por pensar que tinha jeito para ser apresentador de televisão. Não era o caso.
O meu problema é que sou a favor da equidade e como esta funciona nos dois sentidos, o meu medo é que o Quimbé seja tomado como ponto de referência e em vez de gajas boas a animar as nossas noites e um Quimbé para as mulheres, passemos a ter réplicas da palhaça Teté. Sem dúvida que isso iria manter o pessoal acordado (ou a ter pesadelos) mas, por favor, NÃO O FAÇAM!!!

21/11/07

TERMINUS 49: SACRIFÍCIOS PELA FOME NO MUNDO


Certas pessoas têm a ilusão de que não comer tudo o que se tem no prato, mesmo que ainda esteja vivo ou fora do prazo de validade, é crime de extrema gravidade. Eu ouvi várias vezes essas expressões de reparo sócio-familiares que todos nós conhecemos desde pequenos. ‘Tanta gente a passar fome e tu é o que se vê’, ‘O que tu tens é fartura’ ou ‘Umas semaninhas no Biafra e logo vias o que era fome’, só para citar alguns exemplos. Ouvia-as muitas vezes; não ligava e continuo a não ligar.
A minha ideia é simples e, no meu entender, honesta. Ponto um: há pessoas com fome e isso é chato e tal e quem nos dera que não fosse sempre assim. (Faço esta ressalva porque se deixar de haver fome no mundo os alimentos passam a ser supérfluos, o que vai acabar com o ganha-pão de muita gente.) O que eu não percebo e contesto é porquê espetarem-me no prato comida para duas pessoas como se eu fosse um alarve e eu, por não comer tudo, passo a ser um gajo cruel e insensível?
Eu ficava bem só com metade e a outra metade oferecida a alguém que precisasse. Não me importaria nada se assim fosse. E seria um gesto bonito de se ver.
Só que não. É doses individuais para duas pessoas, meias doses para uma pessoa e não há volta a dar.
Ponto dois. O tamanho das doses não é tão significativo quanto a qualidade. O que quer isto dizer? Quer dizer que se a comida estiver bem saborosa, sou gajo para enfardar uma dose sozinho. Caso contrário, é meia dose e vá lá vá lá.
E mesmo que eu comesse tudo – intragável ou não – mesmo que eu ingerisse doses de comida para duas, três ou mais pessoas, e toda a gente visse que eu comia bem e não deixava comida no prato, em que é isso ajudaria as pessoas que passam fome? (Respondam a esta pergunta imaginando-me como o Mr. Creosote do ‘Meaning of Life’ dos Monty Python.)
(Outro aparte: a diferença entre ‘passar fome’ e ‘passar férias’ não está apenas nas duas letras extras, há mais qualquer coisinha a distinguir.)
O argumento de alguns para esta questão diz que se não comermos porque não nos apetece estamos a ser injustos e hipócritas perante aqueles que gostariam de comer, mas não podem. É uma ideia errada e passo a exemplificar porquê.

Situação #1
Na Somália, uma família de turistas holandeses faz um piquenique. Os miúdos são arrogantes e meio parvos e não querem comer as iscas. O pai ralha com os miúdos e invoca o argumento da hipocrisia. São ouvidas expressões como ‘têm mais olhos que barriga’ (mas em holandês).
A mãe defende os filhos dizendo que iscas não é comer de piquenique, ainda para mais de piquenique holandês e aquilo descamba numa discussão que termina com o evento.
A família abandona o local e fica lá o tupperware com as iscas. Duas crianças escondidas atrás dum arbusto aproximam-se do local do piquenique e enchem o bandulho à conta das iscas.

Situação #2
Outra família, daquelas que comem tudo (inclusive os pratos e os talheres, mesmo que estes não sejam comestíveis) vai fazer um piquenique, também na Somália. Os pais comem tudo, os filhos comem tudo. Não fica nada e partem para casa, sentindo-se todos bem.
Enquanto isso, escondidas atrás dum arbusto, duas crianças passam fome.

Agora tirem as vossas conclusões.
(Desde que uma delas não seja: Isso só resulta se for em piqueniques na Somália.)

09/11/07

TERMINUS 48: A INSTAURAÇÃO DO ELÁDIO

Portugal tem os ‘Globos de Ouro’ da SIC, tem (ou tinha) a Gala Nova Gente, tem pompons e serpentinas, mas não tem uma cerimónia especial – há cerimónias banais? – SÓ para a indústria do cinema português.
Dirão alguns que isso é por não termos uma indústria de cinema em Portugal. Dirão com relativa razão. Não temos material suficiente para escolher o que de melhor se faz no cinema português. Pelo menos, não anualmente. Para a coisa durar mais que dez, quinze minutos teríamos de realizar a cerimónia de dez em dez anos ou, se ainda acharmos que é pouco, de vinte em vinte.
Ou então, mudamos radicalmente de estratégia e comemoramos – podia ter escolhido outro termo, eu sei – o que de pior se faz. E aí, meus caros, há muito por escolher.
Comecemos pelo boneco, ou mascote se preferirem. Já tenho o nome: Eládio.
Segui o exemplo americano e fui buscar o nome a uma figura televisiva bem conhecida do público. Só que, em vez de usar o nome de um personagem da ‘Rua Sésamo’, inspirei-me em alguém cujas referências são, tanto quanto sei, imaculadas: Eládio Clímaco. É verdade que há muito tempo não o vemos na televisão como gostaríamos de ver, mas as suas prestações nos ‘Jogos sem fronteiras’ ainda perduram na nossa memória.
Não sei bem, mas talvez seja mesmo esta a forma certa de agir. Os americanos escolheram uma figura socialmente incómoda (o sem-abrigo) para representar um prémio bom. É lógico que eu fosse escolher alguém como deve ser para representar um prémio mau. Uma coisa equilibra outra. E tem de ser alguém como o Eládio ou, pelo menos, alguém com um nome invulgar. A coisa não teria o mesmo impacto se tivesse escolhido um Jorge Gabriel ou um Mário Crespo. A entrega dos Jorges ou a entrega dos Mários seriam cerimónias pobres se comparadas com a entrega dos Eládios ou a entrega dos Isidros. Imaginem o que seria a cerimónia dos Oscares, se o boneco em vez de Oscar se chamasse Richard. Todos falariam dos DICK AWARDS e isso seria bom para prémios de cinema porno, mas fora isso... não ficaria bem.
Não vou propor candidatos, deixo isso a vosso cargo. Quando tiver material suficiente fazemos uma cerimónia com Trinaranjus e tortas Dancake. Vai ser à fartazana.

26/10/07

TERMINUS 47: PERCEPÇÕES E REALIDADE 2 - O MITO DO ACASO

Tenho uma forma própria de olhar o mundo à minha volta – por ‘própria’ não digo por principio ‘exclusiva’ – e o modo como o tempo e os eventos se sucedem. Não acredito no simples acaso, no aleatório, mas também não rejo a minha vida por uma sistema de parâmetros rígidos. Acredito na relação causa-efeito, acredito em repercussões.
Não acredito em coincidências.
É uma convicção que tenho, sempre tive e que, há dias, através de breves palavras, foi fortemente abalada.
Alguns, que denotam na minha escrita uma forte preocupação social, especificamente a nível europeu, estarão a ter em conta as declarações ‘porreiras’ proferidas na Cimeira da União Europeia. Essas pessoas deviam saber de antemão que eu não me preocupo nem me ocupo de assuntos mundanos.
O causador da oscilação foi algo muito mais forte: a revelação da verdadeira mãe da Floribella. Nada mais, nada menos que Teresa Guilherme.
Isto, como podem calcular, deixou-me muito constrangido. Num ápice senti-me arrependido de todas as piadas que fiz à conta da ‘Floribella’, pedi desculpas em pensamento a todas as pessoas que ao pesquisarem ‘Floribella’ no Google vieram ter a este blogue.
Porém, mais ainda que a solidariedade perante alguém que passa por um momento difícil, o que me deixou mais transtornado foi o modo como a SIC quebrou o meu sonho. A Floribella tinha uma árvore como mãe e isso era bonito. A mãe sempre lhe deu apoio, sombra; quando era época, fruta de qualidade, para não falar de lenha, madeira para móveis, para papel, etc. Era uma mãe útil. Com a Teresa Guilherme como mãe o que é que ela vai ter?
É, no fundo, uma paga pelo que eu disse, pelo que eu fiz. Mas a Floribella não o merecia. Ela até pôs uns implantes. Isso não conta para nada? É uma causa-efeito do mais evidente que há, com certeza. Mas não é uma coincidência.
O Santana Lopes, meses depois de ter saído do Governo e de ter perdido as Legislativas para José Sócrates, publicou ‘Percepções e Realidades’. No seu livro, Santana descrevia a conspiração orquestrada contra a sua pessoa para o impedir de concluir a sua obra. Há um mês e tal atrás, Santana Lopes abandonou uma entrevista porque foi interrompido. Isso também não é uma coincidência mas, por acaso, é giro.
Coincidência poderia ser, na semana que antecedeu isto do Santana, eu ter lido no ’24 Horas’ uma ‘notícia’ sobre o Pacheco Pereira e uma sua quezília com a TMN – isto não é publicidade à TMN, até porque eu sou da Vodafone. Ao que parece Pacheco Pereira perdeu o seu telemóvel num vulcão e exigia à operadora uma compensação.
Santana Lopes interrompido, Floribella filha da Teresa Guilherme e o Pacheco a perder o telemóvel num vulcão. Mais que coincidências, são azares do caraças.

03/10/07

TERMINUS 46: E AGORA… MAIS UMA ESTÚPIDA IDEIA DAQUELAS QUE SÓ AQUI!

A Cati tem sido das minhas comentadoras não-residentes mais activas nestes últimos tempos – a isso se devem os meus updates mais regulares que o habitual e às saudades que ela tinha (mas não sabia ou não queria admitir) do seu ex-aluno – e num dos seus últimos comentários fez uma sugestão que, pensei eu, não é nada má, não senhor.
No artigo antes do artigo anterior (era para ter sido no artigo anterior, mas entretanto aconteceu aquele evento cósmico provocado pelo Santana Lopes na SIC Notícias) analisei a estúpida adaptação do jogo ‘Monopólio’ ao cinema. Atenção ao termo ‘estúpida adaptação’; nada contra o jogo, eu adoro o jogo, mas também gosto de pastéis de nata e de estar sentado a ver televisão. E ninguém fez um filme sobre isso, pois não?
Bom, quanto ao estar sentado a ver televisão, fizeram a ‘Royle Family’ (que até era uma série porreira porque fazia o efeito ‘espelho’: uma família a ver na televisão outra família a ver televisão).
Voltemos então ao que interessa.
Vocês já não estranham estes apartes que eu faço assim do nada, pois não? Eu tento ser sintético e não enrolar muito; há até quem diga que eu faço isto para fugir dos assuntos e-
Já percebi.
Ok. Qual foi então a sugestão feita pela Cati?
(Não se queixem de eu estar a enrolar tanto. Vocês se quisessem já tinham ido ler o comentário e pronto.
Esperem!!! Não vão!
Continuem a ler, por favor.
Até porque se forem, depois a cena perde o efeito surpresa.)
Sugestão: uma outra adaptação de jogo de mesa a filme.
A escolha da Cati é lógica e se eu não a considerei antes foi porque formulei a teoria toda com base no gajo que teve a ideia de passar o ‘Monopólio’ para filme em vez de ter entrado numa loja de brinquedos ter visto dois velhos no jardim a jogar ‘damas’ ou ‘dominó’.
Se é importante salientar como consegui escrever tão bem este parágrafo anterior sem um único sinal de pontuação que não o ponto a assinalar o fim do mesmo, também é importante dizer qual o jogo proposto…

MIKADO
Títulos possíveis: ‘Big Trouble in Little China 2 – The Cuming of the Mary Joe Nuttree Little-Chicken’ (aka ‘As Aventuras de Joaquim Bretão nas Gaifanas da Sra. Ex-Vereadora’); ‘Pointy n’ Stiff’ (aka ‘Tesos e Espetáveis’)
[Para limpar alguma ideia que possa ter ficado em relação a excesso de referências sexuais lesbianas, irei apostar noutro tipo de abordagem para este filme.]
The Opressed People’s Quest Against the Invisible Threat Perpetrated by an Overwhelming Fear of the Unknown (aka ‘O Filme do Jogo dos Pauzinhos’)
Eis o
trailer:


video

27/09/07

TERMINUS 45: DEIXAR COISAS A MEIO É FEIO E NÃO SE

Tinha outro artigo para escrever em vez deste – ou melhor, tinha em mente outro artigo para escrever em vez deste – mas com a finalidade de ser actual vi-me forçado a interromper o meu fluxo criativo para falar de outro assunto.
Interrupção é, precisamente, a palavra mestra por detrás deste artigo. Aconteceu no passado dia 26, quarta-feira, no canal SIC Notícias. Eu, infelizmente, não assisti ao evento; só tomei conhecimento no dia seguinte, na rádio, ao acordar de manhã.
Ainda pensei ‘isto sou eu a sonhar ainda’. Não fazia sentido. Era algo que desafiava as leis da lógica que regem este universo.
O Santana Lopes deixou uma actividade a meio?
Onde é que isso já se viu?
Santana Lopes, por nós comuns mortais, conhecido pela sua determinação em levar ideias a cabo, em ser o último a abandonar o barco, levanta-se da cadeira e sai a meio da entrevista?
Eu fiquei surpreendido. Para não dizer atemorizado. E não foi para menos. Boa parte de mim viu-se forçada a reavaliar o modo como olho para certas coisas. Há certos aspectos da vida com os quais vou ter forçosamente de interagir de forma diferente.
O Santana Lopes deixou uma actividade a meio.
O mundo nunca mais será o mesmo.
E agora a grande pergunta: porque é que o Santana Lopes fez isso?
Bom, ao que parece houve um pequeno islâmico que chegou a Portugal na altura que o Santana estava a falar. Não era caso para tanto. O coitado se calhar só queria saber como ir para o Martim Moniz e a SIC Notícias foi para lá enquanto não chegava alguém para o ir buscar. Deve ter sido isso. Já se sabe que é preciso termos muito cuidado com as crianças hoje em dia e deixá-las ao abandono é que não.
Vou deixar este assunto a meio – em homenagem sentida à figura que o inspirou – e mudar para outro dentro do mesmo tema.
Aquando da sua interrupção, Santana Lopes falava da actual crise no PSD. Bom, sobre isso, interesso-me tanto como pelo míldio.
Se bem que o míldio até me interessa na medida em que posso apanhar uma garrafa de vinho meio fajuta e arranjá-la bonita (bonita a consequência [sarcasmo?], a garrafa seria daquelas de tara perdida). Para terminar o tema do míldio, a vossa atenção na frase anterior à palavra ‘fajuta’ e à expressão ‘arranjá-la bonita’; há que reconhecer valores literários quando eles aparecem que eles não andam aí ao desbarato, hã?
Crise no PSD! Voltemos à batata quente o quanto antes para eu não me desviar do assunto.
Falando em batata quent-
Não!
Calma… Vou-me auto-admoestar e depois v
Admoestar é um verbo bo
Eu quero falar da crise do PSD!!!
Ou melhor, não quero, mas tenho.
Qual a outra grande notícia de ontem (quarta-feira, 26 Setembro)? Parece que há 200 eleitores do PSD na Amazónia. E há quem diga que isso é mau. Com o afastamento que há dos portugueses em relação aos partidos políticos, foi precisamente um grupo de índios seminus que veio nos chamar à atenção sobre os nossos actos.
Pergunta: será q

19/09/07

TERMINUS 44: MONOPÓLIO

Há alturas em que penso não haver nada de novo para falar, que tudo o que eu faço é reafirmar o óbvio de forma diferente. Também há alturas em que há tanta coisa por onde escolher que eu fico à nora e acabo por pegar num tema fraquinho e não dar enfâse ao que interessa.
E depois há alturas como esta, alturas em que um tema se evidencia dos demais.
Não é uma notícia de última hora - tem o seu q de antigo - mas para muita malta da minha geração é um verdadeiro símbolo de horas e horas de diversão nos seus tempos de infância e juventude. Falo, como o título do artigo indica, do jogo MONOPÓLIO.
Monopólio, esse clássico jogo de tabuleiro que nos ensinou valores tão úteis numa sociedade de consumo como 'capital', 'luxo', 'imposto', 'banca', 'renda', 'paga!' e, claro 'monopólio'. Tinha o seu lado social; numa altura em que algumas pessoas pediam cinquenta escudos para uma sopa, podíamos comprar a Rua Augusta por quinhentos. Aquilo era jogo para levar dias e dias até alguém ganhar. Quando a malta estava bem equiparada era assim. O dinheiro estava sempre a circular.
A razão que me leva escrever um artigo sobre o ‘Monopólio’ é porque li há umas semanas atrás que uma produtora americana (só podia), creio que foi a 20th Century Fox, comprou os direitos de adaptação do jogo ao cinema.
Hã?!
Quem já jogou e tiver um ‘Monopólio’ em casa, pare de ler e vá buscá-lo. Já foram? Ok. Agora montem o jogo para… 4 pessoas, e depois de terem tudo no sítio – os peões, o dinheiro distribuído, os dados, os títulos de propriedade tudo ordenado, os cartões da ‘Sorte’ e da ‘Caixa da Comunidade’ – fechem os olhos um segundo ou dois e tornem a abri-los
Eu fiz esta experiência para ver se conseguia perceber o que passou na cabeça do gajo que olhou para uma caixa do ‘Monopólio’ e pensou ‘Olha, isto era capaz de dar um filme porreiro! Só preciso dum gajo para o realizar. Já sei! Pode ser aquele tipo do ‘Gladiador’.’
Pois é. Ridley Scott é o nome apontado como possível realizador. E neste caso o termo ‘apontado’ dá-me a ideia que foi castigo. “Vais tu que é pra aprender!” Depois de ter feito o ‘Blade Runner’ não merecia, mas também ninguém o mandou fazer o ‘GI Jane’. É assim, Ridley.
Voltemos então ao gajo que teve a ideia de adaptar o ‘Monopólio’ ao cinema; tomemos como hipótese a ideia ter surgido quando ele entrou numa loja de brinquedos e olhou para o jogo –
PAUSA PARA CONSIDERAÇÃO PERTINENTE (sem pontuação bem aplicada)
um gajo que tem a ideia de transformar um jogo de tabuleiro num filme (além de ser parvo) tem de ter dinheiro e idade para não se rirem dele e o mandarem dar uma volta; o mais certo é ser um velho gordo e rebarbado, com uma ligeira psique daquelas mesmo estranhas, tipo aquele que num episódio do CSI tinha a panca de andar de fraldas; será que queremos gente assim a frequentar lojas de brinquedos? Não creio.

Vamos supor agora que em vez do ‘Monopólio’ ou da loja de brinquedos, ele tinha passado num parque e visto dois velhos a jogar às ‘Damas’ ou ao ‘Dominó’. Não imagino qual seja o plot para o filme do ‘Monopólio’ mas, como guionista que sou, resolvi pensar num ou mais
plots caso o jogo das damas ou do dominó fossem também adaptados ao cinema.
Eis o que me ocorreu:

DAMAS
Títulos possíveis: Oreo Vídeo Fitness Program; Damarado; Rio Acima, Rio Abaixo; etc.
No caso do jogo das damas achei que aquilo era mais estilo aula de step do que outra coisa qualquer. Aquele ‘anda para aqui, anda para ali’ dá-me ideia disso. Mas é uma aula de step que se transforma em orgia com as damas a comerem-se todas umas às outras. E isso é bonito.
Pensei também numa cena tipo western feminista, com coristas dum lado e squaws do outro. O filme acompanharia o processo de preparação para a grande batalha. E no fim, novamente uma orgia com as damas a comerem-se umas às outras. Ou então uma cena canibalesca. É a ver.

DOMINÓ
Títulos possíveis: A Bicha; A Pilha; A Parelha; etc.
Um filme sobre o Dominó tem de ser algo passado numa prisão. Uma cena tipo ‘Expresso da Meia-noite’ com um pouco de ‘Porridge’ à mistura, para a malta se rir um bocado. Talvez também um pouco de ‘Prison Break’ que, além de estar na moda, tem sempre aquele suspense que a malta curte.
A história, por outro lado, não teria nada a ver com isso; iria girar à volta dum prisioneiro de seu número 1:1 que descobre que está num centro de clonagem e que todos lá têm um siamês que pode ou não ser um clone. A cena seria também um musical com os vários clones a desempenharem coreografias bem bonitas ao som de belos fados.
A certa altura iria surgir um prisioneiro de número 6:6, conhecido pelos demais como ‘O Carrão’, que por ser o mais gordo teria fama e proveito de sodomizar toda a gente.
Estas são as minhas ideias. Sei que são ideias de merda, mas lembrem-se do que deu origem a este artigo. Lavo daí as minhas mãos.

12/09/07

TERMINUS 43: O ANONIMATO NOS BLOGS


Parece que lá para Setúbal passa-se qualquer coisa por causa dum blog anónimo cujos textos ultrapassam os limites do politicamente correcto, chegando mesmo ao insulto. Dizem também que um funcionário dessa autarquia foi detido por suspeitas de ser ele o responsável por esse blog.
A qualquer um desses “factos” (coloco as aspas uma vez que não está provado que seja mesmo este funcionário o autor do blog) sou totalmente alheio. Porém, ao tomar conhecimento desta matéria, não podia deixar de me manifestar.
O meu protesto – como sabem sou um gajo do contra – vem, não em relação aos agentes que procederam à detenção, aos queixosos, àqueles que querem limitar a liberdade de expressão, blá blá blá, mas ao autor do blog. O Horácio (vou-lhe chamar assim para não estar sempre a escrever “o autor do blog”, que isso cansa) é um sujeito medricas e sem tomates.
Ó Anacleto (para o caso de o Horácio se chamar mesmo Horácio vou usar um nome diferente de cada vez que me referir a ele), escrever num blog é motivo de orgulho, não de vergonha. Primeiro, provas ao mundo que sabes escrever; segundo, demonstras que dominas as novas tecnologias. Não deves ter medo de deixar as pessoas saberem quem tu és.
Porque, tenta perceber isto Inácia (lembrei-me que o Barnabé pode afinal ser uma gaja) não partilhares o teu nome com o resto de nós, além destes apartes estúpidos a que me obrigo, prova que és uma pessoa vazia e com medo de enfrentar as suas convicções. Quem quer lutar a sério, vai de cara destapada. Essa de só aparecer em publico quando as coisas correm bem para mim não dá.
E supondo que o/a autor(a) seja mesmo um(a) funcionário(a) público(a) (se ler isto é chato, imaginem o que é escrever), fique ele/ela sabendo que eu também sou. Nunca o escondi. Já estava na comunidade antes de estar na função e sempre assumi o que escrevi. Claro que às vezes temo represálias, mas não é por isso que escrevo no anonimato.
O nosso nome é aquilo que de mais precioso temos e negá-lo ou escondê-lo só porque temos que um idiota a quem chamámos idiota se zangue connosco é estúpido.
O truque aqui, Roberta (Roberta é um nome porreiro no caso do Tancredo ou da Amélia estarem indecisos quanto à sua orientação), não é esconder ou negar nada, é ser o mais aberto possível, mas de forma dissimulada. É óbvio que o domínio da linguagem irónico/satírica não está ao alcance de todos, mas há que pelo menos tentar escamotear um pouco as coisas.
O segredo é dizer o que se quer, a quem se quer, de modo a que toda gente perceba o que se está a dizer, mas que ninguém o possa usar para fins judiciais.
Um conselho: vai ler o Gil Vicente ou o Padre António Vieira. Pode ser que eles te ensinem alguma coisa.

11/09/07

TERMINUS 42: INDECISÃO


O homem sorriu, um sorriso franco e simples, daqueles que se vêem muito nos filmes, séries de televisão, outdoors, todo o local onde a imagem é o que vende, e levantou os olhos para encarar o espectáculo (o termo aplicado tem as suas reservas) perante si. Haviam sido muitas as vezes que ali estivera, mas hoje, entendia assim, seria diferente.
Hoje iria cumprir a sua missão. Enfrentaria o desconhecido no seu próprio terreno e aí decidiria qual o caminho a seguir. A decisão era difícil e dividia-se em quatro pontos opostos. Informação relativa a cada uma das opções disponíveis era escassa, em alguns casos nula, e sujeita a erro.
Estava no centro da decisão. O que fazer?
Tinha de encontrar um caminho depressa. De preferência, um que o obrigasse a prosseguir; não adiantava voltar atrás.
Pensando nisto, olhou para trás. O caminho atrás de si alterava-se a cada instante. Se dúvidas haviam, esta espreitadela esclarecera tudo. O realizador deste filme pensara em tudo. As marcas do seu passado estavam bem presentes atrás de si, quase como se o perseguissem, mas isso não o assustava. Não tinha medo do que fizera. Cedo aprendera uma lição que dizia mais ou menos “o tempo a seu tempo” ou, por outras palavras não tão sucintas, “o passado é passado, o presente é presente e o futuro será apenas e só o futuro”. Cada um pertence a si mesmo e é a sua evolução contínua que constitui o ponto de interesse da vida. A vida continua e as decisões têm que ser tomadas.
Já não podia ficar ali muito mais tempo. Era tanta a pressão que gritou para dentro. O homem do sorriso simples que só aparecia nos filmes e afins estava furioso com a sua inércia, o seu temor. A sua mente era como um disco de vinil riscado. Mesmo tendo em conta que a maioria das pessoas da sua idade já não sabiam o que era um disco de vinil. Só os mais aficionados. Não era o caso dele. Ele, sobre o vinil, ouvira uma expressão e fixou-a. Hoje em dia era tudo digital. Ou quase tudo. As pessoas não sabem nem querem saber das suas origens.
Vistas as coisas, ele não era mais do que os outros. Os outros, porém, haviam chegado ao mesmo impasse no qual ele se encontrava agora e haviam escolhido o caminho a seguir. Para o melhor ou para o pior, eles tomaram uma decisão.
Inspeccionou o passado mais uma vez. Atrás de si estavam figuras de outras eras navegando no oceano da sua visão; manifestações físicas de pessoas que poderiam ter sido ele. Contudo, a semelhança não é tudo como se sabe e o tempo de acção era cada vez menos.
Qualquer um dos caminhos estava livre e era isso que alimentava a sua indecisão. Não havia qualquer informação acerca do que poderia ou não encontrar.
A sua cabeça andava às voltas dentro daquele enorme e intenso turbilhão. O espaço curvava-se sobre si mesmo. O ponto de partida repetia-se e tornava-se também ponto de chegada.
Espreitou através do espelho do passado e viu então que as pessoas que o seguiam eram outras. Em breve, também estas iriam deixar uma vaga para as seguintes. Os outros sucediam-se sem parar. Apenas ele permanecia naquele local; não sucedia, nem era sucedido.
A raiva começava a dar lugar ao desespero e a este sucedia o gozo. Começava a achar piada àquilo e viu a luz que o levou a tomar a decisão definitiva. Aumentou a velocidade, ligou o pisca e, após tanto tempo, saiu da rotunda e seguiu em direcção à auto-estrada.

Nota do autor: Esta e outras histórias, espero eu, estarão um dia presentes num livro de contos. É só eu acabar de os escrever e procurar quem os edite.

04/09/07

TERMINUS 41: DIGAM SIM À PIRATARIA

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Mandem à merda o pessoal da ASAE que anda nas feiras a apreender os filmes dos monhês. Insultem as gentes do IGAC (já escrito ‘da IGAC’, devem ser todos hermafroditas se calhar). Cuspam na cara de todos os funcionários do Ministério da Cultura, da Administração Interna, etc. Façam cópias de DVDs, partilhem programas para quebrar protecções. Etc. etc.

Se estou a ser agressivo – bem mais do que é habitual em mim – incorrecto, passível até de ser processado, creio que as razões do meu descontentamento são lógicas e pertinentes o suficiente para merecerem uma tomada de posição radical.
Antes de mais, um esclarecimento que eu acho necessário: não estou a incentivar à pirataria em geral, (Se bem que o conceito me traz alguma confusão. Afinal de contas, se uns ténis ‘Naike’ são piratas e uns ‘Nike’ são originais, o que dizer, por exemplo de ‘Coca-Cola’ e ‘Pepsi’? Ou talvez de um karaoke. Será um mau playback razão para chamar a ASAE? Fica para pensar mais tarde.) apenas à pirataria de DVDs. E porquê só de DVDs? Passo a explicar.
Esta semana fui às compras a uma grande superfície e comprei uma boa quantidade deles a um óptimo preço. No fundo é o que a malta que gosta de filmes quer: arranjá-los bons e a bom preço.
O que a malta não quer e é leva em quase todos os filmes LEGAIS que compra de há uns bons tempos para cá é aquele filme estúpido, cujo teor é: ‘sacar’ um filme na net é a mesma coisa que roubá-lo do clube de vídeo ou pontapear uma grávida de sete meses. A necessidade de haver esse tipo de mensagens, eu aceito e apoio, mas porra! Façam-nas chegar ao público certo.
Eu acabei de piratear o filme! Não o pirateei! Porque carga de água é que sou obrigado a ver aquilo? E a palavra correcta é mesmo ‘obrigado’, porque não podemos saltar para o capítulo seguinte ou sequer acelerar a velocidade de leitura. Eu sei que o filme é curto, mas é o meu direito de não o ver que está em causa.
Aquilo devia vir – isso sim – nos DVDs piratas. Se assim fosse, talvez a malta não fizesse tantas cópias como faz hoje em dia. Como imagino que seja difícil convencer as gentes das feiras a colocarem essa… ‘curta-metragem’ (chamemos-lhe assim para não chamarmos ‘bosta’) nas suas edições – até porque, do ponto de vista do marketing, não seria muito boa ideia – vou se calhar optar pela via ilegal.
A não ser que os responsáveis por essa barbárie, ganhem tino, deixem-se de filmezinhos da treta e comecem mas é a trabalhar a sério.
E agora uma reflexão final: supondo que tenha havido um concurso para escolher aquele entre outros filmes, quão maus eram os outros?
Pensem vocês nisso, pois eu até fico medo só de imaginar.



29/08/07

TERMINUS 40: PEQUENAS COISAS QUE NOS FAZEM GRANDES

CONTRAMÃO - A SEQUELA
O tribunal da Maia proferiu na quinta-feira passada a “sentença da repetição do julgamento do caso de um veículo descontrolado que voou para a contramão da A3, em 2005, esmagando outra viatura e matando a sua condutora.”

Transcrevi a frase tal qual ela veio no jornal onde li a notícia (mas não digo qual porque o CM não me paga a publicidade) porque há nela um elemento em particular que me fez pensar: hã?!
Falo da expressão ‘voou’. Se o carro voava, porque é que não se desviou? Tinha espaço suficiente para isso.
Depois, temos a repetição do julgamento. Falemos da primeira sentença. Dois condutores foram responsabilizados pela morte…

INTERLÚDIO
na notícia falavam de dois condutores: o que deu a pranchada e o que deu pranchada; um deles morreu. Ora, se os dois foram considerados responsáveis, qual será a pena da morto? A condenação eterna?
da condutora e “condenados a visitar semanalmente a unidade de politraumatizados do Hospital de S. João”.
É bonito o gesto, mas ao mesmo tempo é algo que me assusta e me indigna. Por um lado, temos um fantasma a assombrar pessoas que já passaram por muito; por outro, um tipo que provocou um desastre de viação a andar na boa junto de pessoal que ficou paraplégico por causa de pessoas como ele é estar a gozar com quem não mereceu.
Ainda não sei qual o resultado da nova sentença. Quando souber – e se valer a pena – eu depois digo qualquer coisa.

À ESPERA DO INEM
O caso da mulher que ligou para o 112 a pedir auxílio para o seu marido e para o seu sogro teve agora o seu desfecho com a operadora que fez ouvidos de mercador a receber a sua punição. Punição essa que – concordo com o que a mulher diz – é pouca. Cinco dias de suspensão são, realmente, muito pouco. Faz todo o sentido a sugestão dada pela dona Ermelinda. “Ela devia ser colocada noutro serviço com menos responsabilidade”. Concordo perfeitamente, até porque já se viu que a responsabilidade desta operadora é pouca ou nenhuma.


APRENDER A NÃO SER GORDO
O termo científico não é ‘gordo’, é ‘obeso’, mas eu não sou cientista. Digo isto já para que não hajam confusões.

A Faculdade de Motricidade Humana, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras vai lançar o Programa Peso Comunitário. O que se pretende (em linguagem simples) é ensinar os gordos a serem menos gordos, os magros a serem menos magros e os assim assim a ficarem como estão.
Boas intenções, é certo, mas fica-se por aí. E porquê? Por causa do horário. Atenção a uma coisa: eu acredito que os responsáveis do Programa tenham a melhor das intenções e das qualificações, mas eu já estudei em horário pós-laboral e sei como é que a coisa funciona. A malta sai do trabalho e antes de ir para as aulas come ‘qualquer coisa’; antes disso já tomou um ‘lanche reforçado’. Isto, porque chega a casa tarde e já só come ‘uma sopa’. Mais tarde, antes de ir para a cama, come ‘qualquer coisita’ para não ir dormir de estômago vazio.
Comigo é assim, mas assim como eu não sou cientista, também não sou gordo, por isso não sirvo de exemplo.

CRAVO À PROVA DE ROUBO
Em Évora colocaram códigos com tinta invisível e chips electrónicos para identificar no caso de furto duma réplica de um antigo cravo da Universidade de Évora.
Quando li isto a primeira coisa que pensei foi ‘espero que estejam a falar do instrumento e não da flor (sim, existe um instrumento chamado ‘cravo’). Tudo bem que o cravo flor é importante, por causa do 25 de Abril sempre e tal, mas chips electrónicos numa flor é exagerar um pouco. É que depois os chips apitam quando passam nos sensores dos aeroportos. Já vimos como foi com o Castelo Branco há uns anos atrás. Não queremos ver mais.
Depois pensei, ‘ainda que seja o cravo instrumento, não será também um pouco exagerado?’ Gosto de ver Portugal a utilizar novas tecnologias para salvaguardar o seu património mas, convenhamos, quem é que é vai gamar um cravo? (Há quanto tempo é que não liam a palavra ‘gamar’?) Aquela porcaria ainda é grande. Não é propriamente uma harmónica que se meta no bolso.
Por outro lado, há uns anos atrás na Polónia roubaram uma ponte. Desmontaram-na durante a noite e transportaram-na em camiões TIR para depois vender o ferro. Vistas as coisas, se calhar é melhor prevenir.