09/08/07

TERMINUS 35: AFINAL EM SANTA COMBA DÃO TAMBÉM HÁ COISAS MÁS

Finalmente condenaram o Cabo Costa. A razão pela qual escrevo ‘finalmente’ não é porque tivesse alguma coisa lá empatada por causa do caso, por conhecer alguma das vítimas e querer justiça ou por não gostar do sujeito em questão, mas simplesmente porque acho que ‘finalmente’ é uma palavra bonita para começar um artigo com ‘Santa Comba Dão’ no título.
Pois é. Não tenho nada, rigorosamente nada, a ver com o caso, mas estou contente que tenha chegado ao fim. A terra de onde veio esse Grande Português com voz de homem forte (daquelas que metem respeito e jamais suscitam dúvidas quanto à sua pujança) que foi Salazar não merecia ver a sua grande História manchada por uma figura sinistra, outrora um agente policial cumpridor da lei.
Por que, senão por Salazar, seria Santa Comba Dão conhecida? Julgo que se o Cabo Costa fosse o único com o selo ‘made in Santa Comba Dão’, que mil vezes prefeririam os seus habitantes serem uma terra insignificante sem quaisquer figuras de referência. Bem melhor estavam quando eram apenas conterrâneos daquele que conduziu os destinos de Portugal durante tantos anos. (Suponho que tenha sido em Santa Comba Dão que Salazar aprendeu a nobre arte de curtir o couro. Senão de onde terá vindo o nickname ‘Botas’?)
O Cabo Costa foi condenado a vinte e cinco anos. A lei não dá para mais. E é pena. Vinte e cinco anos é pouco. Devia ter levado vinte e seis ou, vá lá, se quisermos mesmo ser rigorosos, 27. Já dava nove anos por cada vítima, era mais fácil controlar.
Bandido! Andou a gozar com a gente este tempo todo! É bem feita pra aprender! Assassino! (Estas expressões ficam sempre bem.)
Já estou farto de dizer isto e não me canso: isto queria era um Salazar em cada esquina! De preferência que fosse gaja, limpinha e não cobrasse muito. (Mas agora que passam recibo, não sei…)

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