09/08/07

TERMINUS 36: NUNCA ESCREVI UM ARTIGO SOBRE ÓCULOS E ESTE É O PRIMEIRO

Parece que tenho um dedo que adivinha. No meu penúltimo artigo referi a letra minúscula com que os livros da colecção de livros de bolso do DN são impressos. Eu tenho boa vista, graças a um trabalho bem feito pelos meus pais e não por qualquer obra e graça do Espírito Santo. É verdade que tenho algum estigmatismo reduzido na vista esquerda, mas… Bom, não sei se é reduzido ou não. Pelo menos da última vez que fui ao oftalmologista era. Agora não sei. Talvez seja tipo as f—
Peço desculpa por me estar a desviar do assunto em análise. No entanto, esta conversa sobre falta de vista em geral e oftalmologia em particular tem tudo a ver com o tema deste artigo.
Como dizia antes, não tenho falta de vista, mas há quem tenha. E então agora com aqueles que já falei, ainda mais.
No Correio da Manhã do dia 8 de Agosto deparei-me com uma notícia cujo título era ‘ROUBO DE ÓCULOS’. Só de olhar para o título, somei 1+1 (dá 2, para quem não sabe) e pensei: ‘Já estás!’ Porém, ao ler a notícia apercebi-me que a grande parte dos óculos roubados eram óculos de sol. Ainda assim, o artigo refere que também roubaram armações para óculos de prescrição médica.
A sorte do DN é que estes roubos não foram provocados por influência da sua colecção de Verão. Porque, a avaliar pelos prejuízos, se eu fosse um dos donos das lojas assaltadas, quem havia de pagar as despesas era o jornal responsável.
Continuando no mesmo artigo, mas fazendo um viragem de perspectiva, pergunto: de quem foi a culpa dos assaltos? Parte foi dos ladrões, como é óbvio. Creio, porém, que não será errado atribuir uma quota de culpabilidade ao responsável do Centro Óptico de Seia pelo assalto a este local.
Luís, se estiveres a ler isto, eu sei que não fizeste por mal, mas descobrir os melhores ângulos de instalação das câmaras não é coisa que demore muito tempo a fazer. Principalmente num sítio onde se trabalha há já algum tempo e que é suposto conhecer-se bem.
Vá lá, isso eu até deixo passar. Agora, dizeres que foste vítima dum crime organizado… Não sou especialista em assaltos, mas duvido que qualquer acção criminosa que recorra ao uso duma marreta quando há tantos outros objectos mais subtis tenha algo de muito organizado por trás.
Desejo-te sorte em recuperares o que é teu, porque calculo que não tenhas dito o que disseste por maldade. Estavas com a cabeça quente; o que, dada a talhada que foi, é perfeitamente compreensível.

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