29/08/07

TERMINUS 39: AI OS MORANGOS, AI OS MORANGOS…


Os exemplos vêm de cima.
A fama subiu-lhe à cabeça.
Duas frases possíveis de se ouvir quando alguém conversa sobre o caso da detenção do jovem Tomás Santos, actor da série infantil ‘Morangos com Açúcar’.
Para os mais atentos, que repararam que eu classifiquei a série em questão infantil e não juvenil, eu explico o porquê desta minha opinião. É que, a julgar pelos comportamentos públicos de alguns deles, não estamos a lidar com adolescentes, e sim putos.
No caso particular do Tomás, consta que foi detido juntamente com mais três indivíduos pela PSP de Cascais por, alegadamente, estarem a tentar sequestrar o condutor do veículo onde se encontravam.
Isto da linguagem jurídico/jornalística é porreiro porque graças a ela e a palavras como ‘consta’, ‘alegadamente’ e ‘tentar’ pude dizer que ele é culpado sem que o tenha dito realmente. Não estou a dizer que seja, mas também não estou a dizer que não seja. Chama-se a isto o principio Marcelo Rebelo de Sousa: pode ser, mas também pode não ser.
Voltando ao caso do sequestro, Valdemar o sequestrado, disse que a razão por detrás do acto era uma dívida antiga que ele tinha ao grupo. Ora, estamos a falar de putos com menos de vinte e cinco anos. Dívidas antigas neste universo etário poderão ser o quê? Berlindes, pastilhas, gomas? Pessoas com menos de vinte e cinco anos não têm dívidas antigas. As dívidas só atingem o estatuto de antigo dos trinta anos para cima.
Se estivéssemos a falar de pessoas com a idade de um Nicolau Breyner ou, melhor ainda, de um Ruy de Carvalho, a expressão ‘dívida antiga’ seria extremamente bem empregue. Como não estamos, eu digo assim: putos dos morangos, cresçam e apareçam!

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