04/09/07

TERMINUS 41: DIGAM SIM À PIRATARIA

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Mandem à merda o pessoal da ASAE que anda nas feiras a apreender os filmes dos monhês. Insultem as gentes do IGAC (já escrito ‘da IGAC’, devem ser todos hermafroditas se calhar). Cuspam na cara de todos os funcionários do Ministério da Cultura, da Administração Interna, etc. Façam cópias de DVDs, partilhem programas para quebrar protecções. Etc. etc.

Se estou a ser agressivo – bem mais do que é habitual em mim – incorrecto, passível até de ser processado, creio que as razões do meu descontentamento são lógicas e pertinentes o suficiente para merecerem uma tomada de posição radical.
Antes de mais, um esclarecimento que eu acho necessário: não estou a incentivar à pirataria em geral, (Se bem que o conceito me traz alguma confusão. Afinal de contas, se uns ténis ‘Naike’ são piratas e uns ‘Nike’ são originais, o que dizer, por exemplo de ‘Coca-Cola’ e ‘Pepsi’? Ou talvez de um karaoke. Será um mau playback razão para chamar a ASAE? Fica para pensar mais tarde.) apenas à pirataria de DVDs. E porquê só de DVDs? Passo a explicar.
Esta semana fui às compras a uma grande superfície e comprei uma boa quantidade deles a um óptimo preço. No fundo é o que a malta que gosta de filmes quer: arranjá-los bons e a bom preço.
O que a malta não quer e é leva em quase todos os filmes LEGAIS que compra de há uns bons tempos para cá é aquele filme estúpido, cujo teor é: ‘sacar’ um filme na net é a mesma coisa que roubá-lo do clube de vídeo ou pontapear uma grávida de sete meses. A necessidade de haver esse tipo de mensagens, eu aceito e apoio, mas porra! Façam-nas chegar ao público certo.
Eu acabei de piratear o filme! Não o pirateei! Porque carga de água é que sou obrigado a ver aquilo? E a palavra correcta é mesmo ‘obrigado’, porque não podemos saltar para o capítulo seguinte ou sequer acelerar a velocidade de leitura. Eu sei que o filme é curto, mas é o meu direito de não o ver que está em causa.
Aquilo devia vir – isso sim – nos DVDs piratas. Se assim fosse, talvez a malta não fizesse tantas cópias como faz hoje em dia. Como imagino que seja difícil convencer as gentes das feiras a colocarem essa… ‘curta-metragem’ (chamemos-lhe assim para não chamarmos ‘bosta’) nas suas edições – até porque, do ponto de vista do marketing, não seria muito boa ideia – vou se calhar optar pela via ilegal.
A não ser que os responsáveis por essa barbárie, ganhem tino, deixem-se de filmezinhos da treta e comecem mas é a trabalhar a sério.
E agora uma reflexão final: supondo que tenha havido um concurso para escolher aquele entre outros filmes, quão maus eram os outros?
Pensem vocês nisso, pois eu até fico medo só de imaginar.



2 comentários:

Cati disse...

Por acaso já vi esse "filmezinho"... e é verdadeiramente uma m#$&%da!!!

Sofia disse...

Convidaste-me e eu vim. Ainda bem que vim... Quando se começa a ler não se consegue parar! Vou tornar-me habitué, se não te importas!