27/09/07

TERMINUS 45: DEIXAR COISAS A MEIO É FEIO E NÃO SE

Tinha outro artigo para escrever em vez deste – ou melhor, tinha em mente outro artigo para escrever em vez deste – mas com a finalidade de ser actual vi-me forçado a interromper o meu fluxo criativo para falar de outro assunto.
Interrupção é, precisamente, a palavra mestra por detrás deste artigo. Aconteceu no passado dia 26, quarta-feira, no canal SIC Notícias. Eu, infelizmente, não assisti ao evento; só tomei conhecimento no dia seguinte, na rádio, ao acordar de manhã.
Ainda pensei ‘isto sou eu a sonhar ainda’. Não fazia sentido. Era algo que desafiava as leis da lógica que regem este universo.
O Santana Lopes deixou uma actividade a meio?
Onde é que isso já se viu?
Santana Lopes, por nós comuns mortais, conhecido pela sua determinação em levar ideias a cabo, em ser o último a abandonar o barco, levanta-se da cadeira e sai a meio da entrevista?
Eu fiquei surpreendido. Para não dizer atemorizado. E não foi para menos. Boa parte de mim viu-se forçada a reavaliar o modo como olho para certas coisas. Há certos aspectos da vida com os quais vou ter forçosamente de interagir de forma diferente.
O Santana Lopes deixou uma actividade a meio.
O mundo nunca mais será o mesmo.
E agora a grande pergunta: porque é que o Santana Lopes fez isso?
Bom, ao que parece houve um pequeno islâmico que chegou a Portugal na altura que o Santana estava a falar. Não era caso para tanto. O coitado se calhar só queria saber como ir para o Martim Moniz e a SIC Notícias foi para lá enquanto não chegava alguém para o ir buscar. Deve ter sido isso. Já se sabe que é preciso termos muito cuidado com as crianças hoje em dia e deixá-las ao abandono é que não.
Vou deixar este assunto a meio – em homenagem sentida à figura que o inspirou – e mudar para outro dentro do mesmo tema.
Aquando da sua interrupção, Santana Lopes falava da actual crise no PSD. Bom, sobre isso, interesso-me tanto como pelo míldio.
Se bem que o míldio até me interessa na medida em que posso apanhar uma garrafa de vinho meio fajuta e arranjá-la bonita (bonita a consequência [sarcasmo?], a garrafa seria daquelas de tara perdida). Para terminar o tema do míldio, a vossa atenção na frase anterior à palavra ‘fajuta’ e à expressão ‘arranjá-la bonita’; há que reconhecer valores literários quando eles aparecem que eles não andam aí ao desbarato, hã?
Crise no PSD! Voltemos à batata quente o quanto antes para eu não me desviar do assunto.
Falando em batata quent-
Não!
Calma… Vou-me auto-admoestar e depois v
Admoestar é um verbo bo
Eu quero falar da crise do PSD!!!
Ou melhor, não quero, mas tenho.
Qual a outra grande notícia de ontem (quarta-feira, 26 Setembro)? Parece que há 200 eleitores do PSD na Amazónia. E há quem diga que isso é mau. Com o afastamento que há dos portugueses em relação aos partidos políticos, foi precisamente um grupo de índios seminus que veio nos chamar à atenção sobre os nossos actos.
Pergunta: será q

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