26/10/07

TERMINUS 47: PERCEPÇÕES E REALIDADE 2 - O MITO DO ACASO

Tenho uma forma própria de olhar o mundo à minha volta – por ‘própria’ não digo por principio ‘exclusiva’ – e o modo como o tempo e os eventos se sucedem. Não acredito no simples acaso, no aleatório, mas também não rejo a minha vida por uma sistema de parâmetros rígidos. Acredito na relação causa-efeito, acredito em repercussões.
Não acredito em coincidências.
É uma convicção que tenho, sempre tive e que, há dias, através de breves palavras, foi fortemente abalada.
Alguns, que denotam na minha escrita uma forte preocupação social, especificamente a nível europeu, estarão a ter em conta as declarações ‘porreiras’ proferidas na Cimeira da União Europeia. Essas pessoas deviam saber de antemão que eu não me preocupo nem me ocupo de assuntos mundanos.
O causador da oscilação foi algo muito mais forte: a revelação da verdadeira mãe da Floribella. Nada mais, nada menos que Teresa Guilherme.
Isto, como podem calcular, deixou-me muito constrangido. Num ápice senti-me arrependido de todas as piadas que fiz à conta da ‘Floribella’, pedi desculpas em pensamento a todas as pessoas que ao pesquisarem ‘Floribella’ no Google vieram ter a este blogue.
Porém, mais ainda que a solidariedade perante alguém que passa por um momento difícil, o que me deixou mais transtornado foi o modo como a SIC quebrou o meu sonho. A Floribella tinha uma árvore como mãe e isso era bonito. A mãe sempre lhe deu apoio, sombra; quando era época, fruta de qualidade, para não falar de lenha, madeira para móveis, para papel, etc. Era uma mãe útil. Com a Teresa Guilherme como mãe o que é que ela vai ter?
É, no fundo, uma paga pelo que eu disse, pelo que eu fiz. Mas a Floribella não o merecia. Ela até pôs uns implantes. Isso não conta para nada? É uma causa-efeito do mais evidente que há, com certeza. Mas não é uma coincidência.
O Santana Lopes, meses depois de ter saído do Governo e de ter perdido as Legislativas para José Sócrates, publicou ‘Percepções e Realidades’. No seu livro, Santana descrevia a conspiração orquestrada contra a sua pessoa para o impedir de concluir a sua obra. Há um mês e tal atrás, Santana Lopes abandonou uma entrevista porque foi interrompido. Isso também não é uma coincidência mas, por acaso, é giro.
Coincidência poderia ser, na semana que antecedeu isto do Santana, eu ter lido no ’24 Horas’ uma ‘notícia’ sobre o Pacheco Pereira e uma sua quezília com a TMN – isto não é publicidade à TMN, até porque eu sou da Vodafone. Ao que parece Pacheco Pereira perdeu o seu telemóvel num vulcão e exigia à operadora uma compensação.
Santana Lopes interrompido, Floribella filha da Teresa Guilherme e o Pacheco a perder o telemóvel num vulcão. Mais que coincidências, são azares do caraças.

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