04/12/07

TERMINUS 50: TOCA A GANHAR QUANDO O TELEFONE TOCA


Liliana Aguiar, Patrícia Henrique e Vanessa Palma; a primeira na TVI, as outras duas na SIC. São estes os nomes que devemos dar às moças que todas as madrugadas tornam mais agradáveis as noites de muitos homens com insónias ou com horários de trabalho trocados. Umas com ar mais inteligente que outras, é certo, mas se tirarmos o som do televisor o nível de sapiência fica ela por ela.
Embora saiba que há um gajo no programa da SIC, estou só a falar das gajas porque há nessa figura masculina muita coisa que não se percebe. Eu entendo que o objectivo do programa é manter as pessoas acordadas de madrugada. Se é para isso podiam fazer como eu fazia quando era imaturo e pouco ciente dos meus actos e irem tocar às campainhas das portas às tantas da noite. Dois toques, um dedo para campainha e ‘tá feito. Faziam mais exercício e chegavam a mais gente. Mais importante: mostravam determinação e empenho.
De qualquer modo deixei-me disso. Até porque esta semana as noites já começaram a ficar mais frias. Em vez disso, decidi optar por usar o telefone. É claro que hoje em dia há mais gente com telemóvel do que com telefone e que muitos desligam o telemóvel durante a noite. Porém, com um pouco de paciência e persistência ainda se consegue incomodar e acordar algumas pessoas.
Desviei-me do assunto (e sou capaz de me ter denunciado sem querer). Peço desculpa. Manter o pessoal acordado é o objectivo. Porque já se sabe que àquela hora, a tentar combater o sono, o pessoal papa tudo. Principalmente se forem gajas boas a vender o produto.
Então, pergunto, porquê o… Quimbé?
Notem, eu aceito e compreendo que as mulheres também tenham direito à sua cota parte de acção. Tudo bem. Aceito isso sem reservas. Só que, falando de nomes mais conhecidos, nós estamos a ver uma Diana Chaves, ou uma Marisa Cruz e elas estão a ver um sujeito que faz o Batatinha parecer um professor catedrático.
Quimbé! Será diminutivo de Joaquim Barnabé? Que raio de nome é esse? Castigo? É para manter o pessoal acordado? É? Consegue? À custa de buzinas e campainhas e caretas parvas, lá se vai safando.
E lá vai convencendo algumas pessoas, que ou partilham do seu nível mental ou se compadecem com ele, a ligar para lá. No meu caso liguei duas vezes, mas foi para o Miguel Bombarda e para o Júlio de Matos a pedir que fizessem uma contagem dos pacientes. Pensei que ele pudesse estar internado por pensar que tinha jeito para ser apresentador de televisão. Não era o caso.
O meu problema é que sou a favor da equidade e como esta funciona nos dois sentidos, o meu medo é que o Quimbé seja tomado como ponto de referência e em vez de gajas boas a animar as nossas noites e um Quimbé para as mulheres, passemos a ter réplicas da palhaça Teté. Sem dúvida que isso iria manter o pessoal acordado (ou a ter pesadelos) mas, por favor, NÃO O FAÇAM!!!

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