31/01/08

TERMINUS 53: A SAÚDE PÕE-ME DOENTE

ARTIGO QUE JÁ SAI TARDE, MAS COMO JÁ ESTAVA ESCRITO, TEM DE SER




O tema corrente da sociedade portuguesa é o das urgências. Como hoje não me apetece escrever muito vou apontar o dedo sem pensar muito se faz sentido ou não.
Primeiro, as pessoas vão para os SAP (ou iam quando haviam) às 6, 5 e 4 da manhã para conseguirem uma consulta para as 11. E nem todos conseguem vaga. E os que conseguem, às vezes não são atendidos. Porquê?
Porque há uns senhores das agências de viagem que, volta não volta, vão ao gabinete do senhor doutor mostrar-lhes umas brochuras e-
Disseram-me agora que esses senhores não são das agências de viagem, são da propaganda. É bom. Da próxima vez que apanhar um deles, tenho de perguntar porque é que deixei de receber a Dica.
Outro ponto. As pessoas morrem nas ambulâncias a caminho das urgências.
De quem é a culpa?
Mas como é que querem que o país vá para a frente se, a qualquer merdinha que aconteça, temos, forçosamente, de apontar o dedo e dizer 'foi este' ou 'foi aquele'?
Se uma pessoa é atropelada ou baleada ou esfaqueada e o serviço de urgência mais próximo fica a não sei quantos quilómetros, qual é o espanto se morrer? Morrer em ambulâncias a caminho de serviços de urgência não é mais notícia do que alguém cair dum prédio de sete andares e morrer.
Pelo menos assim parece ser o entendimento do ministro Correia de Campos, quando teceu aquele comentário em relação à morte de um idoso (penso que foi no hospital de Aveiro, mas de momento não tenho como ver e é da maneira que me corrigem). “Se as suas avozinhas ou bisavós não tivessem morrido ainda hoje seriam vivas.”
Como eu compreendo que as pessoas no calor do momento digam coisas parvas sem pensar (eu sou exemplo disso), aqui vao mais algumas frases para Correia de Campos (e mais quiser).

Se ontem era amanhã, amanhã hoje será ontem.”
(Esta para diálogos com o professor Manuel Maria Carrilho)

Caso possuísse o Anacleto um designador de personalidade civil baseado em Honório, assumir-se-ia que esse designador não poderia ser baseado em Inácio.”
(Não faço ideia do que escrevi, nem se está bem ou não, mas deve estar de acordo com a nova terminologia linguística; indicado para conversas com Maria de Lurdes Rodrigues)

Finalmente,
Se a minha mãe tivesse pila, seria o meu pai.”
(Frase de trolha que não tem qualquer relevância na defesa de uma medida governamental; funciona bem naquelas festas em que está toda a gente a falar alto e de repente cala-se tudo quando estamos a dizer uma barbaridade destas.)

Artigo incompleto, insubstancial, mal estruturado, mas eu disse que não me apetecia escrever.

Sem comentários: