03/04/10

TERMINUS 73: MAIS OU MENOS AINDA A PROPÓSITO DO MEU REGRESSO


Durante o dia de ontem, após ter publicado a mensagem anterior, dei por mim a pensar: 'Porque razão é que alguém iria perder tempo a visitar isto e, mais, a ler o que eu aqui escrevi?'
A pergunta não é retórica, não é irrelevante, é concreta. Se fosse para escrever apenas por escrever, apenas para meu contentamento, bastar-me-ia abrir um documento de texto ou usar um caderno e guardar tudo bem guardadinho. Todavia, não é disso que se trata. Se me dou ao trabalho de estar a escrever aqui, se me disponibilizo a partilhar com vocês as palavras com vocês, é porque intento ter o vosso feedback.
Para isso, voltando ao pergunta de partida, porque razão é que vocês viriam aqui? A fidelização não se compra (quer dizer, se eu vos pagasse, vocês até vinham aqui e se vos pagasse bem, vocês até liam, mas isso não vai acontecer), porém, ela pode ser obtida e mantida.
Para isso é preciso, antes de eu honrar os compromissos perante os leitores, honrar os compromissos perante mim mesmo e tratar isto de forma séria. Escrever pontualmente, regularmente, e não apenas quando me apetece ou quando há assunto pertinente a tratar.
Nos últimos meses, no último ano, melhor dizendo, a minha vida passou por grandes mudanças. Algumas menos boas (não chegaram a ser más), outras muito boas. As minhas prioridades mudaram, a minha percepção do mundo mudou e talvez seja por isso que regressei aqui.
Por esta altura, alguns estarão a pensar 'É agora que vem a parte do «Quando descobri Jesus...»' Calma! Eu não descobri Jesus (durante a minha infância acreditava que ele estava enterrado na minha cave), nem Alá, nem Shiva, nem nada. Na passada sexta-feira passei nos Restauradores, naquele centro comercial que tem uma igreja maná (ou lá o que é), mas foi para ir à loja de revistas que fica à entrada. [Boa loja de revistas! Recomendo a quem não conhece.]
Continuo a ser o mesmo Joel que diz alarvidades sem pensar, o mesmo que se comporta de forma bizarra em público para envergonhar quem está à sua volta. Eu não mudei e o mundo à minha volta também não. O que mudou foi a forma como olho para algumas coisas.
Não se enganem. Ainda sou capaz de escrever o tipo de piada que vos faz rir inesperadamente e salpicar o ecrã com a vossa saliva.
Fiquem descansados que isso não acontecerá hoje.

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