24/05/10

TERMINUS 84: DOIS INCENTIVOS PARA A EDUCAÇÃO E CULTURA NO NOSSO PAÍS


Gosto de estar actualizado acerca dos assuntos que marcam o nosso Portugal. Como tal, sentia vergonha de admitir a minha ignorância em relação a certa matéria. O tópico era matéria de conversa em todo o lado e suscitava as mais variadas reacções. Alguns demonstravam desconfiança, outros acreditavam com convicção no que as imagens exibiam. A notícia chegou aos meus ouvidos, assim que ocorreu, mas só ontem, graças a um amigo que me fez chegar as imagens via email, é que eu pude avaliar a matéria propriamente dita.
Desculpe? Se me refiro ao roubo dos gravadores dos jornalistas da Revista Sábado pelo deputado Ricardo Rodrigues?
Claro que não. Seria completamente despropositado, face a matérias de maior importância para o país, eu perder tempo a falar desse assunto, apenas porque algo como a liberdade de expressão foi violado. Nada disso. A razão deste meu artigo tem apenas a ver com algo que interessa mais ao português comum: a stora Bruna.
Sim senhor! Até eu tinha tido boa nota a Educação Musical com uma professora daquelas! Infelizmente, as duas professoras que tive não eram assim. A primeira queria ensinar sempre a mesma música – aquela que ninguém gostava – e a outra tinha por hábito esconder a letra L sempre que faúava.
A professora decidiu expor-se e não vejo nada de mal nisso. A Playboy não é uma simples revista de gajas. Tem seios e rabos em abundância sim, mas, não é um nu vulgar. É claro que para os homens (e mulheres) que não são esquisitos, serve perfeitamente. Contudo, se formos a ver bem, a nossa Playboy não é uma Playboy qualquer. Aliás, a nossa Playboy é a única no mundo que teve um gajo na capa. Apesar de ser uma figura cujo trabalho eu até aprecio, esperava reacções mais acesas por parte dos portugueses quando, em vez de uma menina de seios jeitosos e rabinho ao léu, apareceu um gajo na capa. Não se percebe.
Voltando à minha professora de Educação Musical, a tal que escondia os Ls, não posso deixar de fazer uma comparação entre Ricardo Rodrigues e Bruna Real. O primeiro escondeu algo, a segunda expôs algo. São formas diferentes de estar na vida. Como não tenho por hábito esperar grandes exemplos, a nível de postura e integridade, por parte da classe política, não vou tecer mais comentários sobre o caso dos gravadores. (A não ser que me peçam por favor.)
Considero a atitude da professora mais responsável. O Governo tenta melhorar as estatísticas do Ensino em Portugal reduzindo o grau de exigência aos alunos. Se mais professoras seguirem o exemplo da professora Bruna, creio que iremos assistir a um verdadeiro despertar de mentes.
Ao que consta, a professora já não é professora, é funcionária no Arquivo Municipal de Mirandela. Pode já não melhorar as notas dos seus alunos mas, para compensar, o número de visitas ao Arquivo Municipal de Mirandela vai aumentar em larga escala.

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