08/08/10

TERMINUS 132: SINTO-ME QUASE MAIS SEGURO

 Acho que é seguro dizê-lo: estamos seguros. Não completamente seguros ainda. Calma. Apenas seguros. O que já não é nada mau. É verdade, minha gente querida que eu adoro. O Tridente já chegou a Portugal e, não, não me refiro a nenhum actor de filmes pornográficos nascido nos arredores de Chernobyl; falo do submarino. O primeiro de dois que nos custaram mil milhões de euros e trocos. Já está no Alfeite, é bem bonito e faz-me sentir mais descansado.
Apesar de toda a polémica em torno da aquisição dos submarinos, da falsificação de documentos, das trocas e baldrocas que se sabem e das que não se sabem, eu acho que valeu a pena. Mais do que valer a pena, era algo que fazia falta.
Nos últimos anos, Portugal tem tido graves problemas de falta segurança. Principalmente no mar. Uma pessoa não podia ir dar um passeiozinho à noite que apareciam logo dois ou três pintas a cravar “trocos”. Sei que assaltos e essas cenas também acontecem em terra e acho que devia haver mais segurança em terra, mas a insegurança no mar era demais. Digo isto, com todo o respeito pelas pessoas que preferem passear em solo seco.
É por isso que eu estou contente por ter um submarino a patrulhar as águas internacionais. Da próxima vez que me apetecer ir dar uma volta subaquática, basta pegar no meu escafandro e ir até à praia mais próxima. Antigamente, quando queria ir passear debaixo de água e sabia que era uma perigosa, não arriscava. Ficava em casa, enchia o lava-loiça, enfiava a cabeça lá dentro e servia-me de um tubo de PVC (daqueles que se usavam antigamente para atirar cartuchos) como respirador.
Esta questão da segurança está, portanto, em vias de ficar resolvida. Ainda teremos de esperar mais alguns meses até que o segundo submarino, o Arpão, chegue a Portugal. Por enquanto, temos de nos governar com um único submarino de 500 milhões composto por uma guarnição de 34 militares (comandante incluído).
E é aqui que sou obrigado a fazer um reparo. Não sou sovina, apenas ponderado. Acho que se arranjava uma coisa mais em conta se for só para levar 34 pessoas, mais uma ou outra visita que possam lá ir. Se estiverem a contar ter mais tripulação daqui a uns tempos, ou se quiserem ter espaço para um salão de baile, eu entendo.
Fora tudo isso, tudo bem.

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