15/08/10

TERMINUS 139: DUAS PEQUENITAS IDEIAS QUE ATÉ PODEM AJUDAR

Hoje trago-vos duas pequenas ideias que eu acho que merecem ser aproveitadas:
A primeira é esta.
Nos nossos Bilhetes de Identidade temos o nome, data de nascimento, nome do pai, nome da mãe, país de origem, estado civil, etc., etc. Não temos, e eu acho que fazia falta – não tanto como um Livro de Reclamações em Fátima para quando as orações não são atendidas, é verdade –, um espaço para o estado de espírito.
A ideia seria podermos lidar melhor com as pessoas. Se soubermos o estado de espírito de alguém é mais fácil de lidar com essa pessoa. O único senão é que como o nosso estado de espírito está sempre a mudar – eu às vezes chego a ter dois estados de espírito diferentes na mesma hora – o pessoal tinha de estar a ir sempre ao registo fazer a actualização do Bilhete de Identidade.
E com estas burocracias todas podemos imaginar o tempo que seria.
Sei que isto é uma ideia estúpida, mas eu posso dizê-la. Posso dizer a ideia mais estúpida que me vier à cabeça. Posso. Tenho liberdade para isso. Vocês têm liberdade para isso.
E isto leva-me à minha segunda ideia. Que é esta.
A liberdade de expressão é uma coisa bonita, mas tem os seus limites. A classificação etária, por exemplo, às vezes é ridícula. Nos Estados Unidos existe o Parental Advisory, que é uma etiqueta que se coloca em CDs e DVDs que contenham uma linguagem considerada ofensiva para mentes mais jovens.
Faz sentido. E ajuda nas vendas. É a fórmula do fruto proibido. Os pais não querem que os filhos oiçam, logo os filhos vão comprar.
A ideia é boa e não seria mal pensado trazermos isto para Portugal. Copiamos tantas ideias más, porque não copiar uma boa, para variar?
Mas eu não estou a pensar na música, deixem a música em paz. Eu penso que o aviso de linguagem ofensiva, pessoal a dizer asneiras, portanto, deveria ser colocado em discursos políticos. Estou a pensar no Direito de Antena e intervenções do Primeiro-Ministro ou do Presidente da Republica ou de qualquer outro político.
Em vez de "O espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade das entidades intervenientes" seria "O programa que se segue poderá conter linguagem susceptível de ofender alguns dos nossos telespectadores." Num cantinho do ecrã um símbolo "Aviso de asneira". Faria mais sentido. E seria mais honesto.

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