15/11/10

TERMINUS 168: PAPINHA DA BOA

Não sou grande fã de cozinhar, mas gosto de ter uns bifes à mão para quando não me apetece ir ao take-away buscar pitéu. Uns bifes, umas costeletas, dá sempre jeito. Sou um tipo prevenido, porém moderado. A minha experiência de vida ensinou-me a discernir entre estes dois aspectos. O mesmo já não se pode dizer acerca dum grupo de cientistas que recentemente apresentou uma série de artigos, através dos quais concluíram que “em 2050 não haverá carne suficiente para alimentar os estimados 9 mil milhões de habitantes na Terra e terá de recorrer-se à produção de carne artificial”.
Vamos por partes que é mais fácil.

1 – A relevância do grupo
Não quero retirar a inteligência ao grupo, apenas coloco a seguinte questão: Queremos mesmo dar importância a um grupo de pessoas que, além de pouco contacto com o sexo oposto, tem bolas de pus no rosto ainda do tempo da puberdade? Esta gente nunca passou a noite na esquadra, nunca soube o que é morar sozinho, senão naqueles minutos em que a mãe ou a avó vão à loja fazer o avio. Sabem de experiência sim, embora não de experiência de vida.

2 – A urgência do aviso
Estamos em 2010. Eles estão preocupados com 2050. Faltam ainda... quantos anos? Quarenta. Muitos deles não vão estar vivos nessa altura. Estão a alarmar as pessoas para quê? Para nada. Eu tenho carne no congelador para, no máximo, dois/três dias. Mais não dá. Não tenho espaço. E além disso, pra quê gastar dinheiro em tanta comida se não sei se estou cá para comê-la? Vou gastar uma pipa de massa em comida e depois dá-me o badagaio? Seria um desperdício.

3 – Estimativas futuras
9 mil milhões? A sério? Está visto que não vai ser durante estes quarenta anos que iremos ter uma pandemia a sério. Estava a contar com a febre caprina ou a conjutivite batráquea, ou ainda com a tosse marsupial.

4 – Carne artificial?
Esta parte agora é a sério porque isto é uma coisa que me preocupa. Eu vou com relativa frequência ao McD*****'s (não escrevi McDonalds por causa da cena de estar a fazer publicidade gratuita) e a outros estabelecimentos do género (até porque se fosse para fazer publicidade, mais facilmente referiria o Burger King) e não quero nem pensar o que seria se deixassem de ter aqueles deliciosos hambúrgueres naturais.
O que vale é que, a confiar no que os cientistas dizem, isso só acontecerá lá para 2050. Por essa altura terei oitenta anos e, espero eu, dificuldade em distinguir entre um hambúrguer e uma sola.

Concluído, comam peixinho que também faz falta.

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