16/12/10

TERMINUS 193: E O GRANDE SEGREDO É

Com tanta notícia polémica que tem surgido via WikiLeaks era difícil perceber qual o grande segredo que se esconde no meio daquelas centenas de milhares de documentos secretos.
Alguns teimam em considerar Julian Assange um propagandista camuflado e estes ditos documentos secretos meros subterfúgios dos Serviços Secretos Norte-Americanos, divulgados para distrair as pessoas do que realmente se passa. O problema dos teóricos da conspiração é não acreditarem em nada. Podem acreditar que pousaram extraterrestres em Roswell, mas a partir do momento em que consigam provas disso, deixam de acreditar. Não é tanto a busca pela verdade que os move, é mais a não confirmação da mesma.
Quanto ao WikiLeaks, a minha ideia sobre o grande segredo foi formulada desde muito cedo. Contudo, não passava de um palpite. Precisava de mais dados para poder avançar publicamente com esta teoria. E notem, é uma teoria. Está tão perto da verdade como pode estar qualquer outra teoria formulada por alguém que disponha da mesma informação que eu.
Antes de continuar, o que é que me convenceu estar no caminho certo?
Um dos telegramas divulgados pelo WikiLeaks esta semana tinha que ver com o casal McCann. Na missiva, o embaixador do Reino Unido e o embaixador dos Estados Unidos, ambos em Lisboa, conversavam sobre o envolvimento dos pais no desaparecimento da pequena (e talvez então viva) Maddie. E foi assim que se fez luz. (Atenção. Esta frase não tem nada a ver com o facto de ela ter desaparecido na Praia da Luz.)
Recordo-me das reacções populares de solidariedade e comiseração para com os pais na altura em que eram considerados vítimas. Eram pessoas a chorar, a ajudar, a acender velinhas. Depois passaram a suspeitos e o humor popular mudou do dia para a noite. Passaram a ser insultados e acusados.
O grande segredo do WikiLeaks é algo que está escondido em todos os documentos. Quase como um código secreto. Mal nos apercebemos que está lá, mas está. E esse segredo é: um diplomata americano está para uma alcoviteira, como a falta de memória está para Dias Loureiro. No caso de Dias Loureiro posso gozar com ele à vontade já que, mesmo que leia este artigo, não se vai lembrar dele depois.
Ficou provado, para mim pelo menos, que não se pode contar nada a um diplomata americano. Por muito que se lhes peça para não contarem a ninguém aquilo vem tudo cá para fora. Até agora têm sido informações que ninguém estava à espera, tais como a deslocação de cientistas do regime Nazi para os Estados Unidos após o fim da Segunda Guerra Mundial, a conivência de Portugal em relação aos voos “secretos” da CIA, o envolvimento dos McCann no desaparecimento da filha, etc.
Qualquer dia virá a público uma notícia realmente bombástica e aí é que vão ser elas. Talvez estejam a guardar o melhor para o fim. Vamos esperar para ver.

Sem comentários: