04/02/11

TERMINUS 214: O FENÓMENO BIZARRO

Em tudo no reino animal existe um paralelo que se pode traçar com o Homem. Em quase tudo, digamos. Há certas coisas sobre as quais podemos afirmar que existe uma ligação, mas nada mais que isso. Outras vezes, acontece aquilo que se convencionou chamar o Fenómeno Bizarro.
Para quem não sabe, Bizarro era uma personagem da DC Comics, uma espécie de versão – como o nome indica – bizarra do Super-Homem. Era grotesco, era desajeitado com os seus poderes e não possuía a mesma moralidade sonsinha do homem de aço. No fim de contas, Bizarro era o inverso de tudo aquilo que o Super-Homem era.
O uso do nome Bizarro generalizou-se e passou a ser aplicado sempre que comparamos algo ou alguém ao seu quase inverso. Não se trata de um inverso total – no caso do Super-Homem seria uma mulher africana, gorda, sem poderes, sem cuecas por cima do pijama – apenas de uma versão equivalente.
Uma das versões mais recentes deste fenómeno surgiu num estudo escocês, publicado em Novembro passado no Journal of Evolutionary Biology. Hã? Já estamos em Fevereiro? E depois? Por acaso sabiam do estudo? Se sabiam, porque é que não contaram? Agora calei-vos.
O estudo foi coordenado por um cientista português, Miguel Barbosa, biólogo especializado em animais marinhos. Para quem achava que na Escócia só se estudava uísque e golfe, não é verdade, também se estudam outras coisas. O estudo incidiu sobre peixes tropicais de água doce que, depois de estudados, marcharam para a grelha que foi um instantinho. As conclusões foram muitas. Guppy com molho à espanhola não, mas com molho de manteiga fica que é uma delícia. Sobre o estudo, concluiu-se que “as fêmeas que se reproduzem com vários machos enriquecem as espécies e tornam-nas mais adaptáveis às mudanças ambientais”.
Que comparações se podem fazer entre estes peixes e a espécie humana? Para começar, as mulheres que se reproduzem – ou acasalam, é mais isso – com vários homens não enriquecem a espécie, mas podem enriquecer a sua conta bancária desde que não cometam nenhum descuido. Já no toca a ficarem mais adaptáveis mudanças ambientais, verifica-se o mesmo nas mulheres. Se o golpe der certo mudam-se para um país tropical, se a coisa descambar fogem para um país sem acordos de extradição.
Um abraço deste que tanto vos quer. Desde que sejam asseadinhos.

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