08/02/11

TERMINUS 216: O NOME DE DEUS - Primeira Parte

Olá, pessoas que acreditam e pessoas desconfiadas. O tema de hoje, como já devem ter percebido pelo título, é dedicado a... Deus. Desde o meu último artigo sobre religião que muita gente me perguntou, “Ó Joel, porque é que gozas tanto com a religião católica? As outras religiões não são gozáveis?” E a minha resposta foi, “São. Menos aquelas que os queixosos fazem bum! Além disso, nós só podemos gozar com aquilo que conhecemos minimamente. Se eu vivesse em Bombaim, acreditem que não faltariam piadas sobre a raspadinha. Dito isto, vamos ao tema.
No que toca a nomes de deuses os católicos são do mais calão que há. Dois mil e tal anos e não tiveram tempo de pensar num nome? Dá uma má imagem que nem digo. Parece-me que há duas razões para isso. E nenhuma delas joga a favor dos católicos.
A primeira parte do princípio “o nosso é o melhor”. Pura presunção. “O nosso é o melhor, por isso nem vale a pena pensarmos num nome, porque além de ser o melhor, é também o único.”
Os romanos tinham um deus para tudo; na Grécia, o mesmo; no Egipto, idem; com os Vikings, idem outra vez. U m deus para cada coisa. Pronto... não era bem para tudo. Para coser meias não havia nenhum deus designado, tanto quanto sei, mas para o clima, coisas da vida e da morte, da sorte, do azar, do amor, etc. havia um Deus apontado para essa tarefa. O que fazia mais sentido no meu entender. A responsabilidade a dividir por todos pesa menos e há menos hipóteses de deixar coisas a meio.
E todos eles tinham nome. Todos. Houve casos de incesto, fratricídio e infanticídio, é certo. Tudo bem. Eram muitos, só que não eram bastantes e quando era preciso algum membro novo lá tinha de ir o filho ter com a mãe ou com a irmã.
É simples logística, meus caros. Adão e Eva tiveram dois filhos homens. Mesmo que tenham tido uma catrefada de mulheres depois, continua a ser tudo da mesma família. Não ouvi dizer que Deus tivesse continuado a produzir humanos. Começámos com dois, hoje somos não sei quantos bilhões. Pensem nisso.
O melhor local, a nível de nomes de deuses, é sem dúvida o continente americano. Quetzalcoatl, Tepeyollotl, Huitzilopochtli, Tezcatlipoca... Aquilo é mesmo assim ou o gajo que ditou os nomes para o colega pôr no livro de registo tinha um problema na fala? Ou seria o escriba disléxico? Parece que faltam lá letras. Talvez estivessem a jogar à forca e tiveram de deixar o jogo a meio. Depois os soldados espanhóis chegaram lá e passaram aquilo sem ligar aos espaços vazios.
Estes nomes nunca iriam funcionar no cinema. “Tonatiuh e Tlaloc em... Fim-de-semana em Tlahuixcalpantecuhtli” Duvido que fosse aquele blockbuster.
A primeira teoria já está. A segunda já está escrita, mas não a conto hoje só para vos deixar na expectativa.
Durmam bem e agasalhem-se que é capaz de estar frio na rua.

2 comentários:

ASB disse...

é caso para dizer: que a forca esteja convosco! jitos

Anónimo disse...

Não devia fazer troça da fé das pessoas.