10/02/11

TERMINUS 217: O NOME DE DEUS - Segunda Parte

Olá de novo. Bem vindos à segunda parte. Ainda se lembram do que falámos no artigo anterior ou é preciso fazer um “No último episódio...? Não? Óptimo, porque eu já não me lembro o que escrevi. Ah! É mentira! Já estavam a acreditar!
Antes de começar, só um... Eu não tenho nada contra os católicos, mas eles pertencem à maior religião do mundo e isso faz deles um alvo. Não se goza com o pessoal da Igreja Adventista dos Últimos Sete Dias porque eles são pequenos e é feio; com os grandes já se pode.
A minha segunda teoria para o facto dos católicos terem mantido o seu deus sem nome durante tanto tempo é... a preguiça.
Estamos algures em Jerusalém, o ano não sei. Deitado na cama está um fulano a dormir. Um criativo publicitário.
Acorda. Tens de pensar num nome para o nosso deus.”
Agora não, mãe.”
Olha que depois esqueces-te.”
Não esqueço.”
Depois chegou à hora e nada.
Chega à reunião.
Tiveste dois meses para pensar num nome como deve ser para o nosso deus. Espero que satisfaças as nossas expectativas.”
Bom, eu...”
O que foi? Pensaste num nome, não pensaste?”
Pensei, pensei. Só que isso das expectativas... Ninguém me falou disso.”
Vá. Que nome pensaste para o nosso deus?”
Humm... Exacto.”
Isaaco? Que raio de nome é esse?”
Não, não. Exacto.”
Exacto? Continuo sem entender.”
Não, não. O nome que pensei foi... Deus.”
Deus? Dois meses de trabalho para isso?”
É Deus com D grande, calma! E sempre que falarmos dele, o pronome vem em maiúsculas também.”
E se alguém quiser saber mesmo um nome? Os tipos lá no registo são capazes de não aceitar isso assim.”
Dizemos que o nome verdadeiro de Deus é proibido de dizer que eles calam-se logo.”
Assim gosto! Parabéns!”
Há também quem diga que o nome de Deus foi perdido pelo homem.
Que homem e em que circunstâncias? Tinha o nome escrito num papel no bolso das calças e ao lavar as calças no rio, o papel desfez-se? Ou terá apontado o nome à pressa? Tipo aquelas ideias que um gajo tem às vezes e pensa 'Isto é espectacular!' e aponta à pressa num papel para não esquecer. E depois vai a ler e não percebe nada. Podia ter decorado o que escreveu. Não o fez. Porquê?
Presunção, arrogância e mândria.
Eu sou um exemplo de mândria. Mas só em relação a animais domésticos. Tivemos uma gata durante dois anos e tal. Que nome lhe demos? Gata. Se era com maiúscula ou minúscula, não sei. Era gata. Nós chamávamos e ela vinha. Ou não.
Piriquitos. Ele, o macho; ela, a fémea. Nome para quê? Não precisavam de ir ao Notário e eram os únicos que tinhamos. O que eu tenho agora também não tem nome. Porquê? Porque é o único.
Tive um cão quando era miúdo. Chamava-se Snoopy. E para mim isso fazia sentido, pois acreditava mais na existência do Snoopy do que na existência de Deus. Eu via o Snoopy. Deus...

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