06/03/11

TERMINUS 219: TEM BICHO, NÃO QUERO!


O gémeo feio do PS, também conhecido por PSD, tem  na sua lista de coisinhas a alterar na Constituição algumas ideias engraçadas sobre portadores de doenças contagiosas. Dizem os laranjinhas que não seria má ideia, em caso de pandemia, "restringir a liberdade dos doentes para evitar o contágio". Penso que é uma boa ideia, mas só se não puserem as pessoas nos hospitais. Aí não que é só doentes.
Fora de brincadeiras, a medida tem alguns méritos. É preciso zelar pela saúde dos não contaminados, ao mesmo tempo que se salvaguarda a dignidade dos contaminados. O problema é que estamos em Portugal, onde as boas ideias até aparecem, mas são estraçalhadas de imediato.
Ao que parece, a proposta reune consenso junto de todas as bancadas parlamentares. Todavia, os deputados avisam que é preciso ter atenção ao texto desse artigo. Não vá haver gente a aproveitar-se da situação. Poderá lá ser! Onde é que alguma vez, os senhores que escrevem as leis iriam alterar a Constituição em proveito próprio?
Onde isto também até era capaz de ser uma excelente ideia, era aí no Parlamento. Aí, também há perigo de contágio. Só que o tipo de infecção que se contrai aí não se resolve com Tamiflu, tem de ser com injecções de capital financeiro. Esses senhores também são transmissores de maleitas e não há quem os enterre, perdão, interne. Vejam lá isso.
É claro que isto só será tema de conversa de café caso a proposta do PSD seja aceite. Até lá, num gesto de altruísmo que muito me dignifica, aqui ficam mais duas propostas para o Pedrito de Portugal e amigos:
1 – Em vez de “causa justa” ou “razão atendível”, sugiro “descontextualização sofismática”
2 – Em vez de dar ao Governo indigitado pelo Presidente da República autoridade para demitir o Presidente da República, dar essa autoridade a um vendedor de castanhas.
Para já é isto. Se me lembrar de mais alguma coisa, depois digo.

Sem comentários: