16/03/11

TERMINUS 224: MICROCRISE DE FUNÇÕES

Há pessoas muita ingratas, pá! Palavra de honra! Então não é que o Muhammad Yunus, aquele que ganhou em 2006 o Prémio Nobel da Paz com a invenção do microcrédito, foi expulso do Grameen Bank? O banco que ele fundou, pá! E ainda por cima foi o próprio presidente do banco que o mandou pôr-se na alheta! Isto deixa-me cá com uns nervos! E também com a garganta seca.
Tenho de ir beber água. Com licença.
Pronto. Assim está melhor. Já molhei o bico e aproveitei também para pôr um pouco de creme anti-bronco. Vocês também! Um tipo a escrever à bronco e vocês nada, pá! Peço desculpa, foi aqui uma zona onde o creme ficou mal espalhado... Já está.
Perguntam vocês que se interessam pelo que eu tenho para dizer: ó Joel, as razões que levaram o Banco Central do Bangladesh a exonerar Muhammad Yunus das suas funções de director-geral do Grameen Bank são justificáveis? A verdade é que, desde que ganhou o Nobel da Paz que Yunus e o Governo nunca se deram bem. A questão é saber quem é que tem razão.
Os senhores do Banco Central do Bangladesh consideram que Yunus já atingiu a idade da reforma  e, por essa razão, não pode continuar a exercer funções. Cá está uma sociedade completamente diferente da nossa e, ao mesmo tempo, tão igual. O nosso ex-Vice-Procurador Geral da República, Mário Gomes Dias, por exemplo, atingiu o limite de idade para exercer funções, mas como houve tanta gente a pedir “só mais um!”, ele lá aceitou continuar.
Já o Yunus foi acusado pelo seu Governo de “sugar o sangue dos pobres”. Coitado. Mas a culpa também é dele. Com tanto dinheiro que ganhou à conta do microcrédito e nem um espelho foi capaz de comprar para oferecer aos senhores do Governo.
Para mim, o problema não estava na idade de Yunus, estava no nome do banco. Grameen Bank é demasiado parecido com Banco de Gramíneas e a gramínea é uma planta que foi feita para ser pisada.

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