25/03/11

TERMINUS 230: TRANSPORTES #2 - TST


Hoje vou vos falar da minha experiência como passageiro de caminete, que é como quem diz a Rodoviária, ou ainda TST. Os TST são uma empresa espectacular! A gente paga um balúrdio e percebe que há um claro investimento feito com o nosso dinheiro. Só que é na casa dos gestores e accionistas da empresa. Se formos visitar a casa do director da Carris, deve estar lá muito módulo e muita viagem Barreiro-Alcochete. Nos autocarros é que esquece lá.
Pensando melhor, não me apetece falar dos TST. Vou antes aproveitar este espaço para vos contar um sonho que tive. A maior parte dos sonhos que tenho desaparecem assim que abro os olhos. Este foi daqueles que resistiu, por isso só pode ser bom.
Eu no sonho era um burro. Não um animal, apenas alguém de discernimento reduzido. E o burro precisava de ir da Baixa da Banheira para a Moita. Em tempos idos, essa era uma viagem que o burro fazia com frequência. Vinha a carroça guiada por uma besta e o burro lá ia, na companhia de outros burros.
Um dia, este burro zangou-se com um das bestas porque esta tinha dito ao burro que o título de transporte do burro não era válido para aquela zona. O título dizia Baixa da Banheira-Moita e o burro morava na Baixa da Banheira, mas a besta insistia que o burro tinha de comprar o título Lavradio-Moita ou ir apanhar a carroça a Alhos Vedros. O burro fez o manguito à besta e durante muito tempo não andou de carroça.
O tempo passou e o burro começou a ir para outros sítios, noutras carroças. Até que um dia, o burro viu-se na necessidade de ter de apanhar a mesma carroça de outros tempos. Sabia que isso lhe traria más recordações, todavia era algo que ele precisava fazer e assim fez.
O burro foi para a paragem e aguardou a habitual horinha pela chegada da carroça. Quando a carroça chegou, o burro entrou e pagou os 2,05€ que a besta indicava como custo do bilhete Baixa da Banheira-Moita. O burro, apesar de burro, percebeu que o bilhete estava mais caro. Porém, percebeu também que a carroça estava diferente.
Para começar, o seu bilhete indicava um número de lugar para se sentar. O burro procurou pelo lugar que lhe pertencia e sentou-se num confortável sofá de cabedal. Ao seu dispor tinha um leitor de Blu-Ray portátil e uns headphones. Para assegurar o máximo conforto, tinha também um mini-bar com bebidas e snacks, de consumo gratuito, sistema de ar condicionado, uma manta para o frio, uma luz de leitura e uma gueixa.
O burro percebeu que tinha dado o seu dinheiro por bem empregue e seguiu viagem até à Moita, feliz por viajar naquela carroça.
E cá está. Viram como se desanca numa empresa assim às claras, duma maneira que toda a gente percebe mas que não se pode provar em tribunal? Inventei a trreta do sonho e assim pude falar à vontade. Aprendam que eu não duro sempre.

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